Sindicato e prefeitura fazem acordo e iniciam negociações da pauta

A reunião aconteceu no gabinete do prefeito / Foto: SINDPUB
Uma reunião na última quinta-feira (09) entre o SINDPUB, que representa os funcionários públicos municipais de Pilar do Sul, e a prefeitura local abriu oficialmente as negociações da pauta de reivindicações e a greve, que poderia ser deflagrada a qualquer momento, está descartada, pelo menos até o dia 20 de março, prazo acordado entre as partes para que a prefeitura apresente uma proposta para as principais reivindicações dos trabalhadores que é repasse de 30%, referente reposição inflacionária dos anos 2005 à 2008, aumento real de 10% sobre os salários e aumento do valor do cartão alimentação, que atualmente é R$ 93 e os trabalhadores reivindicam que seja equiparado a 1 VRM (Valor de Referência Municipal), que é R$ 112,12.

Participaram da reunião, representando o sindicato, Pedro Samuel de Camargo (presidente), Ovídio José de Goes (secretário) e Dr. Tomaz Henrique Machado (advogado do sindicato). Representando a prefeitura estiveram o prefeito Antonio José Pereira (DEM), o advogado Caetano Scaduto Filho, a secretária de recursos humanos e administração, Rosângela Assunção de Meira, e assessores. A prefeitura pediu noventa dias para apresentar uma proposta oficial. Por sua vez o sindicato queria que o prazo fosse de 30 dias. Por fim, o prazo acordado foi de 45 dias e a data marcada foi dia 20 de março.

A prefeitura alega que atendeu a maioria das reivindicações da pauta de reivindicação protocolada pelo sindicato em 1° de dezembro de 2009, como o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), criação da CIPA, entre outras mediadas que resultaram em melhorias nas condições de trabalho dos servidores, mas admite que falhou ao não se manifestar oficialmente junto ao sindicato e os trabalhadores comunicando as melhorias.

Pedro Samuel até concorda que alguns itens da pauta de reivindicações foram implantados pela prefeitura, mas que algumas delas só foram atendidas depois de denúncias e ações propostas pelo sindicato junto ao ministério público e a justiça do trabalho “e outras através de requerimento do próprio SINDPUB, mas que isso não anularia o interesse de negociar a pauta apresentada”, disse.

Segundo o sindicato, o prefeito Toninho da Padaria pediu que o estado de greve foi suspenso, mas foi negado pela entidade sindical. “Para isso, nós precisaríamos convocar uma nova assembleia e apresentar uma proposta concreta da prefeitura, fato que só acontecerá em 20 de março”, disse Pedro Samuel. “Serão os trabalhadores que irão decidir se aceitam ou não a proposta. Como, por enquanto não existe proposta, permanece o estado de greve”, disse.

“Para mim, nada foi ganho, mas houve um avanço. Nossa proposta de parceria, nós a mantemos. Mas deixamos claro que o trabalhador quer resultado e não promessas e nos colocamos a disposição do governo para apresentar propostas, sugerir medidas e formas para uma boa negociação onde os maiores vencedores sejam a sociedade pilarense”, disse o sindicalista.

Procurado por nossa reportagem o prefeito Antonio José Pereira disse que o estado de greve era um exagero por parte do sindicato e que não via motivo para tanto e que a prefeitura está a disposição do sindicato e dos servidores. “Faltou diálogo era só nos procurar para conversar”, disse Toninho da Padaria. “Eu gostaria de fazer muito mais pelos funcionários, mas existe a lei de responsabilidade fiscal e que limita o total de comprometimento com a folha de pagamento. Durante o meu mandato não deixei de dar o repasse inflacionário. Tudo o que é possível fazer eu estou fazendo e farei muito mais pelos funcionários. Grande parte das reivindicações (64 itens) já foi, ou estão sendo, atendidos pela minha administração. No dia 20 de março a gente volta a conversar e tenho certeza que tudo será resolvido da melhor maneira possível”, disse Toninho.

Perguntado se as mais de 200 contratações no seu mandato não havia impossibilitado a valorização dos funcionários que já estavam trabalhando, Toninho disse que “as contratações que ocorreram foram necessárias”.

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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