Base aliada não se entende: Marcos Fábio dispara contra a secretária de educação e diz que é palhaçada

Marcos Fábio: "Administrar não é sentar numa
cadeira e ficar vendo o mundo passar".
Durante a sessão de ontem (05) da câmara municipal de vereadores, numa mostra que a base da situação e de apoio ao prefeito Toninho da Padaria (DEM) não está se entendendo, o vereador Marcos Fábio (PDT) disparou fogo-amigo e teceu duras críticas a secretária da educação, Sonia Sales Domingues, esposa do vereador Miguel Pereira, ambos filiados ao PMDB, e todos governistas.

Comentando um dos artigos de uma lei, recentemente aprovado por eles mesmos, na câmara, que equipara salários e carga horária de trabalho dos professores, Marcos Fábio criticou o texto da lei que determina que o professor do ensino especial cumpra 20 horas em sala de aula, 3 horas com HTPL, 2 horas com HTPC e, para equiparar a carga horária de 30 horas com o professor do ensino regular, mais 5 horas de orientação e acompanhamento das crianças inclusas na rede regular de ensino.

Segundo o vereador, com base nesse artigo da lei, professores da escola especial “estão sendo pressionados” (pela secretaria de educação) a ir às escolas regulares atender alunos especiais, quando, segundo ele, deveria ser o contrário. Trazer o aluno a escola especial, ao invés de fazer o professor se deslocar, com recursos próprios, para ir até onde está o aluno. “O professor não é obrigado a sair da escola especial. Ele não é professor itinerante. A estrutura para atender estes alunos especiais, está na escola especial”, disse.

“Precisamos pensar... Precisamos programar... administrar não é sentar numa cadeira e ficar vendo o mundo passar...”, disse Marcos Fábio. “Um projeto que, com todo respeito, dá até dó... é pior que um cachorro que caiu da mudança e não encontra mais o dono... de tanto que já foi e veio”, disparou.

Marcos Fábio também criticou a resposta evasiva de um requerimento feito por ele: “(estão) achando que sou otário, que sou bobo, que nasci ontem”, disparou.

Falando de quando a secretária de educação, Sonia Sales, esteve na câmara, Marcos Fábio disparou: “quando chama aqui pra explicar, fica dando risadinha aí, mas nem com seriedade vem aqui falar comigo... Aí chama pessoas, aqui (...), lota a câmara, pra todo mundo ficar falando mal de mim... mas depois somem... não se encontra mais ninguém. Some todo mundo”.

Para finalizar, Marcos Fábio disse que vai falar sobre a educação todas as sessões. “Vai ser assim toda terça-feira. Queiram, ou não queiram. Façam o certo que fico quieto... Palhaçada!”.

Assista o vídeo na íntegra:




Veja as fotos:
"...é pior que um cachorro que caiu da mudança e não encontra mais o dono"
“Quando chama pra explicar, fica dando risadinha. Nem com seriedade vem falar comigo...
...Aí chama pessoas (...), lota a câmara, pra todo mundo ficar falando mal de mim.
...mas depois somem... não se encontra mais ninguém. Some todo mundo”
“(Estão) achando que sou otário, que sou bobo, que nasci ontem”.
 "Façam o certo que fico quieto... Palhaçada!”
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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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2 comentários:

samuca disse...

Ministro da Educação defende inclusão de alunos com deficiência em classes regulares

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu a política de estímulo à educação especial em classes regulares. “O Brasil tem que ter 100% das crianças e jovens com deficiência na escola. A escola de atendimento especial é um direito, sim, mas para ser exercido de forma complementar e não excludente”, enfatizou.

Mercadante citou dados do censo da educação básica, que mostram que no ano 2000 havia apenas 21,4% das pessoas com deficiência matriculadas no ensino regular público. Em 2011, o número saltou para 74,2%. Além disso, 22% das escolas hoje têm acessibilidade. Há 12 anos, eram apenas 2,2%. Em relação ao acesso, segundo o ministro, 69% dos favorecidos pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) estão nas escolas públicas. E 78% dos professores já passaram por formação em educação especial.

“A política de educação inclusiva permitiu um crescimento espetacular, de forma que os estudantes com deficiência convivem com os outros alunos e os outros alunos convivem com eles”, afirmou Mercadante. Ele lembrou ainda que escolas estão sendo reformadas e ônibus escolares adaptados para permitir a acessibilidade.

O ministro destacou que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) contabiliza dupla matrícula para os estudantes com deficiência da rede pública. Isso para que possam frequentar escolas regulares em um turno e atendimento especializado em outro. “O aluno tem que fazer o ensino regular e o especial e isso é referendado pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU de 2006 e pela Conferência Nacional de Educação de 2010. Essa é uma discussão já superada”, disse.

Na visão do ministro, os jovens com deficiência demonstram cada vez mais inserção no mercado de trabalho e atuam com competência. “É isso que queremos, não vamos de novo segregar, como fazíamos há 10 anos. Pelo contrário, temos que buscar ainda centenas de milhares de jovens pobres com deficiência que não conseguem chegar à escola, um a um”.

marbrizolla disse...

Palhaçada, foi aturar durante anos alguns vereadores "sentados em suas cadeiras vendo o mundo passar"...e infelizmente todo esse tempo perdido não volta mais... Lamentável!!!

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