IDEB aponta melhoria na qualidade do ensino em Pilar do Sul, mas diferença entre escolas do centro e da periferia continua

PUBLICADO ÀS 9h36 - ATUALIZADO ÀS 12h47.

Masajiro Ogawa se destaca e empata com o Iha. Escolas da rede municipal avançam, exceto a Saturnino que não foi avaliada. Enquanto o Odilon se destaca, Rechineli tem a pior avaliação da rede estadual.

O Ministério da Educação, por intermédio do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), divulgou no último dia 14 o resultado do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Os dados revelam que Pilar do Sul superou a meta estipulada para 2011, nos anos iniciais (5° ano), para as escolas da rede municipal de ensino (1ª à 4ª séries) e alcançou nota 5.7, acima da meta, que era 5.5. Nos anos finais (9° ano), nas escolas da rede estadual (5ª à 8ª séries), o município atingiu a meta estipulada de 4.7.

Os números revelam uma melhoria no desempenho das escolas municipais Masajiro Ogawa (Pinhalzinho), Hilda Holtz Carvalho (Nova Pilar), Cida Perches (Santa Cecília) e Narcizo José (Nova Pilar), que, apesar de não atingir a meta de 5.5, saltou de 4.8, em 2009, para 5.3 em 2011. A surpresa ficou por conta da escola Maria de Lurdes Oliveira Iha (centro) que, além de não atingir a meta de 6.1, caiu de 6.0 (2009) para 5.9.

A escola Saturnino Dias de Góes (Bairro da Paineira) não aparece na avaliação do IDEB deste ano. Em 2009 a escola ficou com nota 3.7 e nesse ano, explica o INEP, a escola não alcançou a média na Prova Brasil 2011, um dos componentes da pesquisa, e, portanto, não foi avaliada.

Segundo Sonia Sales Domingues, secretária municipal de educação, a escola Saturnino Dias de Góes não foi avaliada em 2011 porque não tinha o número mínimo de alunos exigidos para participar da Prova Brasil, mas que, segundo ela, a escola também avançou na qualidade do ensino.

O destaque positivo no IDEB 2011 foi o resultado alcançado pela escola Masajiro Ogawa, no Bairro do Pinhalzinho, zona rural do município.  A escola da diretora Sonia Maria Almodovas Corrêa não só superou a meta estipulada de 5.5, como empatou com a escola Iha (centro) com nota 5.9, ante 5.3 alcançado em 2009. A escola Masajiro é também a que tem o menor índice de reprovação e evasão escolar: 2%. De cada 100 alunos matriculados 98 conclui o ano letivo. A nota de avaliação de desempenho dos alunos em português e matemática é a segunda melhor de todo o município: 6.02 (numa escala que vai de 0 a 10).

Das escolas da rede estadual, a escola Odilon Batista Jordão (centro) continua soberana frente as demais. Enquanto isso, a escola Cida Lacerda (Colinas) não alcançou a meta e a Pe. Anchieta (Santa Cecília) apenas empatou.

Já a escola estadual Maria Aparecida Rechineli Modanezi (Santa Cecília) é a pior em todos os quesitos avaliados pelo IDEB. A escola caiu de 3.9 (em 2009) para 3.6, abaixo de 4.2, meta estipulada para 2011. Além disso, a escola tem o maior índice de reprovação, e/ou evasão escolar: 14%. Segundo o IDEB, de cada 100 alunos matriculados 14 alunos não conclui o ano letivo, ou são reprovados. A avaliação de desempenho dos alunos do Rechineli em português e matemática também é a pior de todas as escolas da cidade: nota 4.14 (numa escala que vai de 0 a 10). (Fonte dos dados: Portal IDEB e INEP/Ministério da Educação. Texto e compilação dos dados: Sérgio Santos).

O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) foi criado em 2007 para medir a qualidade de cada escola e de cada ensino e para que pais e responsáveis acompanhem o desempenho da escola de seus filhos.

O índice é medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota seis até 2022. Correspondendo à qualidade do ensino em países desenvolvidos.

Assim, para que o IDEB de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula.

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Visão geral sobre o Ideb
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado pelo Inep em 2007 e representa a iniciativa pioneira de reunir num só indicador dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações. Ele agrega ao enfoque pedagógico dos resultados das avaliações em larga escala do Inep a possibilidade de resultados sintéticos, facilmente assimiláveis, e que permitem traçar metas de qualidade educacional para os sistemas. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avaliações do Inep, o Saeb – para as unidades da federação e para o país, e a Prova Brasil – para os municípios.

Com o Ideb, ampliam-se as possibilidades de mobilização da sociedade em favor da educação, uma vez que o índice é comparável nacionalmente e expressa em valores os resultados mais importantes da educação: aprendizagem e fluxo. A combinação de ambos tem também o mérito de equilibrar as duas dimensões: se um sistema de ensino retiver seus alunos para obter resultados de melhor qualidade no Saeb ou Prova Brasil, o fator fluxo será alterado, indicando a necessidade de melhoria do sistema. Se, ao contrário, o sistema apressar a aprovação do aluno sem qualidade, o resultado das avaliações indicará igualmente a necessidade de melhoria do sistema. O Ideb vai de zero a dez.

O Ideb também é importante por ser condutor de política pública em prol da qualidade da educação. É a ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade do PDE para a educação básica. O Plano de Desenvolvimento da Educação estabelece, como meta, que em 2022 o Ideb do Brasil seja 6,0 – média que corresponde a um sistema educacional de qualidade comparável a dos países desenvolvidos. (Fonte: Portal IDEB).
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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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