Pai cria campanha após desaparecimento do filho envolvido com crack

A relação de amor e amizade entre pai e filho fez com que o advogado e empresário Venício Guimarães, 50, transformasse a dor da perda em esperança para conscientizar jovens em relação às drogas. Ele criou uma campanha nas redes sociais contra o vício do crack após o desaparecimento do filho em junho de 2012. Venício afirma que o filho foi assassinado em decorrência do envolvimento com drogas, mas o corpo não foi encontrado. O número de compartilhamentos já chega a quase 74 mil nas duas postagens do Facebook.

O advogado disse que ficou surpreso com o número de acessos à fotografia, que segundo ele, divulgou apenas para os amigos mais próximos. “Quando vi que outras pessoas estavam divulgando como forma de alerta para a juventude, resolvi criar a campanha”, explica. Para Venício, o objetivo do “Alerta juventude” é despertar os jovens para o risco das drogas.

História

Venício explica que o filho, Thiago Montezuma Guimarães, de 30 anos, começou a usar drogas ainda na adolescência. Depois da experiência com os entorpecentes, teve problemas com a Justiça e chegou a passar por presídios após cometer delitos.

Thiago estava morando no Maranhão com a mulher e os filhos, mas ainda não havia largado o vício das drogas. “O corpo dele não foi encontrado, mas minha nora recebeu ligações do assassino falando que havia cometido o crime e enterrado meu filho”, lamentou. O pai de Thiago não acredita que ele possa ter abandonado a família. “Ele era louco pelos filhos”, ressalta.

Fotografia
A imagem divulgada nas redes sociais mostra Thiago e o pai no Rio de Janeiro, no ano de 2007. Foto: divulgação.
“Fomos juntos ao Rio para participar dos jogos Panamericanos. Na época eu tinha uma padaria e ele entregava pães aos atletas internacionais. Era um menino espetacular, mas a droga o deixava diferente”, lamenta.

Mensagens

O pai tem recebido mensagens de apoio de todo o Brasil. “São pessoas falando de casos parecidos e alguns que passaram com situações terríveis de filhos brigando nas ruas e mensagens de agradecimento pela campanha”, explica.

A campanha veio como uma forma de diminuir o sofrimento. “Dois dias antes da campanha passei um dia e uma noite como um “siri em uma lata'. Gritando, chorando e tentando buscar uma resposta para saber o que houve. Você lembra da infância e todos os momentos”, explica.

Venício afirma que já ganhou um espaço físico para o aconselhamento aos pais e jovens com problemas relacionados ao uso de drogas, mas ainda não divulgou o local. (Fonte: Diário do Nordeste).
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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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