Polícia Civil identifica e prende acusado de matar o taxista Joãozinho do Caxangá

André de Oliveira/Foto: Polícia Civil.
 O Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Pilar do Sul identificou e prendeu André de Oliveira, de 19 anos, acusado de matar o taxista João Soares Sobrinho, o Joãozinho do Caxangá, de 65 anos, assassinado com requintes de crueldade a golpes de faca no dia 3 de setembro, no Bairro da Lavrinha (leia aqui, aqui e aqui).

O investigador Alessando Mendes, chefe do SIG, disse que o caso foi registrado, inicialmente, como homicídio, crime passional, mas que a policia continua investigando o caso e que não está descartada a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) e de participação de mais pessoas no crime.

O caso começou a ter o seu desfecho final na última sexta-feira (26/10) com a identificação de André de Oliveira, até então sem passagens pela polícia.

Mendes contou que a equipe de investigadores, chefiados pelo delegado Oscar Garcia Machado Junior, adotaram várias linhas de investigação. Em uma delas o telefone celular, roubado de Joãozinho no dia do crime, foi rastreado e monitorado.

Os investigadores localizaram e apreenderam o aparelho celular, já com outro chip, com uma mulher em Sorocaba. Ela contou que havia ganhado o celular do seu pai, que mora em Pilar do Sul. À policia o pai da jovem disse que havia comprado de outro homem que, por sua vez, disse que havia furtado o celular de outra pessoa. Foi através dessa pessoa, que seria um traficante, que a polícia chegou até André de Oliveira que teria trocado o celular roubado do taxista por duas pedras de crack.

Ontem (29) André Oliveira foi preso em sua residência no Jardim Ipê. A mulher dele, Denise Aparecida Monteiro, de 22 anos, também foi detida para averiguação e, posteriormente, liberada.

Na delegacia, diante das evidências, André de Oliveira confessou o crime. Ele disse que suspeitava que o taxista estava saindo com sua mulher e que resolveu dar um susto nele. Para isso, por volta de 11h30, ele  contratou Joãozinho para uma corrida de taxi até a Lavrinha. Chegando ao local do crime ele pediu que João parasse, sacou da faca e a encostou no pescoço dele. João teria se assustado e tirado o pé da embreagem. Com isso o carro deu uma arrancada brusca fazendo com que a faca entrasse no pescoço da vítima. Depois disso, contou, saiu correndo e evadiu-se do local.

Já, Denise Aparecida Monteiro, mulher de André, contou outra história para polícia. Disse que há cerca de dois anos ela e João Soares Sobrinho mantinham um relacionamento amoroso e que no dia dos fatos, por volta de 13h00, eles estavam no Bairro da Lavrinha quando foram surpreendidos pelo marido, que matou o taxista. Ela saiu correndo pela estrada e André pelo meio do mato, se encontrando apenas na residência do casal no Jardim Ipê.

À nossa reportagem, o investigador Alessandro Mendes disse que André não contou tudo o que sabe, já que a perícia constatou que foram quatro facadas, ao invés de uma. Outro fato que intriga a polícia é que, segundo a perícia, há vestígios da participação direta de mais de uma pessoa na cena do crime e, por isso, as investigações prosseguem.

Karina Jemengovac, juíza da comarca de Pilar do Sul, decretou a prisão temporária de André de Oliveira por 30 dias, período que a polícia espera concluir o inquérito, quando poderá ser decretada a prisão preventiva do suspeito até o julgamento. André está recolhido na cadeia pública de Pilar do Sul.

Assista a reportagem feita pelo repórter Sérgio Santos no YouTube, clique aqui.

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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