Laudo confirma que corpo é de empresário sequestrado em São Vicente

Cristiano de Freitas (esquerda) foi mantido em cativeiro em Pilar do Sul. Ismael é acusado de ser o líder da quadrilha/Por: Reprodução/A Tribuna.
Resultado de exame de DNA divulgado nesta quinta-feira (27/12) confirmou que é do empresário Cristiano Francisco de Freitas, de 34 anos, o corpo encontrado em adiantado estado de decomposição em um sítio no Bairro do Pinhalzinho, zona rural de Pilar do Sul (leia aqui e aqui).

Cristiano foi sequestrado em 31 de março ao chegar de carro em sua empresa atacadista de hortifrutigranjeiros, em São Vicente-SP. Ocupando dois veículos e portando armas, entre as quais um fuzil, criminosos simularam uma blitz da Polícia Federal para render a vítima e levá-la em um dos automóveis da quadrilha.

O delegado Carlos Alberto da Cunha, da Delegacia Especializada Antissequestro (Deas) de Santos, recebeu a notícia do resultado do exame pela manhã, por telefone.

Após a ligação, ele determinou que uma equipe buscasse o laudo no Centro de Exames, Análises e Pesquisas (Ceap), do Instituto de Criminalística, na Capital.

À tarde, já de posse do resultado, a autoridade policial comunicou oficialmente o seu teor ao pai de Cristiano, que compareceu à Deas. O laudo é assinado pela perita criminal Betânia de Almeida Mendonça.

Para a realização do confronto genético, o pai da vítima havia fornecido uma amostra de sangue.

João Eleutério de Freitas, pai de Cristiano, disse que o resultado do DNA põe fim a uma angústia. “Ele é meu filho e só peço que orem pela sua alma”. João também manifestou a sua gratidão aos policiais, amigos, parentes, clientes e fornecedores pela solidariedade que prestaram. “Durante todo esse tempo, o carinho de todos foi muito importante”.

No dia 13 de novembro, a polícia prendeu Ismael Aparecido Quintiliano, apontado como um dos líderes da quadrilha responsável pelo sequestro do comerciante no dia 31 de março. Ismael chegou a negociar com a família o resgate da vítima.

A casa onde ele estava escondido ficava em um local discreto, no Jardim Mirian, na cidade de São Paulo, com acesso apenas por uma escada. O imóvel fica a poucos metros do local que a polícia acredita ter servido de cativeiro para Cristiano. Um quarto escuro, sem ventilação, construído embaixo de outra casa, que passou por perícia há duas semanas.

Segundo um dos sequestradores que já foi preso, Cristiano morreu de infarto logo nos primeiros dias de cativeiro.

Dois policiais militares foram presos acusados de envolvimento no crime, um deles trabalhava havia oito anos como segurança do comércio da vítima e teria dado sinal aos comparsas no momento em que a Cristiano chegou.

Seis suspeitos estão presos acusados de participação no sequestro. (Com informações do G1 e do jornal A Tribuna, de Santos).

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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