Polícia prende acusados de matar idoso e desvenda latrocínio do Jardim Nova Pilar

Uma denúncia anônima na manhã desta sexta-feira (01) levou a polícia de Pilar do Sul a capturar dois procurados da justiça e esclarecer o latrocínio de Lazinho Atanázio Vieira, 63 anos, encontrado morto, com pés e mãos amarrados, no dia 11 de novembro do ano passado em sua residência no Jardim Nova Pilar (leia aqui). Cinco suspeitos estão presos acusados de participação no latrocínio (assista o vídeo).

Na manhã de ontem (01/03) a Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima, pelo telefone de emergência 190, de que dois foragidos estavam escondidos em uma chácara no Bairro Reunidas, zona rural.

Com apoio de policias civis, os PMs foram até o local e prenderam os serventes Peterson Roberto Vieira Proença de Almeida, 20 anos, foragido do presídio de Hortolândia-SP, e Jonatan Pinheiro de Queiroz, vulgo Natan, 20 anos, acusado de participação no latrocínio de Lazinho Atanázio Vieira.

Por determinação da Justiça, o inquérito corre sobre segredo de justiça, mas uma fonte, que prefere não se identificar, contou a nossa reportagem que no dia 13 de fevereiro o SIG - Setor de Investigações Gerais, da Polícia Civil, já havia prendido a manicure Dulcéia Pinheiro, 41 anos, mãe de Natan, e o marido dela, suspeitos de participação no latrocínio.

Segundo a investigação, o marido da manicure trabalhou como pedreiro na casa de Lazinho. Dulcéia teria se aproveitando e, ao levar almoço para o marido, teria subtraído uma das chaves da residência e a fornecido para o filho, e seus comparsas, roubarem Lazinho.

Segundo a investigação, além de Natan, participaram do roubo Luan Aparício Vieira Machado, vulgo “Pídio”, de 20 anos, que entrou na residência com Natan, e Paulo Sérgio da Silva Rosa, vulgo “Sorveteiro”, de 24 anos, que teria dado cobertura para a dupla, conduzindo o carro que levou e deu fuga para os assaltantes. Pídio e Sorveteiro já estão presos, desde o ano passado, acusados de tráfico de drogas.

Na noite do roubo, que teria acontecido entre os dias 3 e 6 de novembro, Natan, e outros dois comparsas, que também já estão presos, foram até a residência de Lazinho para praticar o roubo.

Natan contou que, quando já estavam dentro da casa, o idoso acordou e, com uma barra de ferro, reagiu e entrou em luta corporal com eles. Nesse momento eles, com uma faca que pegaram na própria casa, golpearam Lazinho, com uma facada na altura da axila esquerda e o amarram.

Após vasculhar a casa, e não encontrar nada que procurava, a dupla foi embora, sem nada roubar, já que, ao contrário que imaginavam, Lazinho não tinha dinheiro em casa. Eles tiveram a informação que Lazinho guardava R$ 30 mil em casa.

No depoimento de ontem, Natan teria confessado que ele, “Pídio” e “Sorveteiro” praticaram o latrocínio, mas eximiu a mãe de qualquer participação no roubo, alegando que pegou a chave escondido dela.

Segundo a investigação, Dulcéia, teria admitido o furto da chave, mas negou que a tenha fornecido ao filho, negando qualquer participação no roubo. Mas, segundo a fonte ouvida pelo BSS, a polícia tem provas suficientes da participação da manicure no crime.

Segundo a fonte, as suspeitas contra o marido da manicure não se confirmaram, já que polícia não encontrou provas suficientes da participação do pedreiro no crime. Peterson Roberto Vieira Proença de Almeida, preso ontem, também não teria participação no roubo de Lazinho.

Para a polícia, o caso está desvendado e a dinâmica do crime foi definida da seguinte forma: o pedreiro foi contratado para trabalhar na casa. A esposa dele, Dulcéia Pinheiro, pegou uma das chaves da porta e a forneceu para o filho, Natan, que junto com “Pídio” e “Sorveteiro” foram até a casa roubar Lazinho e o mataram.

Dulcéia, o pedreiro, Natan, Pídio e Sorveteiro estão presos temporariamente por 30 dias, mas o delegado Oscar Garcia Machado Junior deverá solicitar a prisão preventiva de Dulcéia, Natan, Pídio e Sorveteiro para que aguardem o julgamento presos.

Curiosamente, Dulcéia é mãe de outro latrocída condenado pela justiça. Há quase quatro anos, Jonas Pinheiro de Queiroz, 23 anos, e outros dois comparsas, roubaram e mataram o taxista Marco Antonio Santos. O juiz Mario Mendes de Moura Filho, da comarca de São Miguel Arcanjo, condenou o trio a uma pena de 20 anos e 10 meses de reclusão pelo crime (clique aqui).

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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