‘Vizinho Solidário’ que tal implantarmos esse projeto em Pilar do Sul?


Por Sérgio Santos - Analisando os casos recentes de roubos, furtos e assaltos em Pilar do Sul observei que eles têm uma similaridade entre si: “ninguém viu nada”. Isso demonstra que as pessoas estão individualistas ao extremo e que perderam a capacidade de observar o que acontece a sua volta, sobretudo com seus vizinhos.

Se não, vejamos: no furto no Jardim Nova Pilar os bandidos arrombaram uma residência, passaram todos os objetos por cima do muro da frente, mas ninguém viu nada. No centro, meliantes colocaram uma escada, acessaram uma sacada e invadiram a casa de um empresário, arrombaram uma porta, fizeram muito barulho e levaram um automóvel e diversos objetos, mas, igualmente, ninguém percebeu nada. No assalto desse sábado, no Jardim Sol Nascente, em plena luz do dia, bandidos armados renderam um casal, estacionaram um carro e levaram muitos objetos, mas, pasmem, ninguém viu absolutamente nada.

Puxando na memória, me recordo de um caso absurdo ocorrido, tempos atrás, em Pilar do Sul. Bandidos estacionaram um caminhão baú e esvaziaram uma residência, levaram todos os móveis, eletrodomésticos, etc. O furto ocorreu em plena luz do dia, mas ninguém viu nada. 

Ou estamos todos loucos, ou não enxergamos um palmo a frente das nossas narinas, só nos importando apenas com nossos afazeres, nossas posses, e nem um bom dia damos aos nossos vizinhos, enquanto que, num passado, não muito distante, era comum vizinhos se reunirem para jogar ou assistir futebol, compartilhar um churrasco, ajudar na capina do lote do outro, etc. 

Para solucionar este e outros problemas, algumas cidades implantaram o “Projeto Vizinho Solidário”, que consiste em fazer os vizinhos se comunicarem entre si e se avisarem, caso algo suspeito ocorra na casa do outro. Assim, eles firmam compromisso de mútua ajuda e se comprometem um a cuidar da casa do outro e informar aos membros da sua vizinhança quando de longas ausências ou viagens. O projeto estimula os vizinhos a manterem um relacionamento mais estreito, ligar e receber ligação a qualquer hora do dia ou da noite em caso de situações de risco e outros procedimentos necessários para a segurança de todos.

Que tal implantarmos esse projeto em Pilar do Sul, nos estimulando a conversar, a nos cumprimentar e se importar mais com os problemas alheios, que, na realidade, as vezes, são comuns a todos nós, como a segurança?

O PROJETO

Extraído do site Mais Expressão - A comunidade unida em um sistema de cooperação mútua, com participação ativa e integrada aos organismos policiais, é uma das formas mais eficazes de prevenção. O Projeto “Vizinho Solidário” consiste em os vizinhos se comunicarem entre si e se avisarem, caso algo suspeito ocorra na casa do outro. Esse projeto é muito simples, já que não é necessário nenhum tipo de equipamento especial.

Hoje é comum os vizinhos não conversarem, nem sequer se conhecerem, mas esse projeto além de auxiliar na segurança da rua ajuda os vizinhos a se conhecerem e manterem uma relação de amizade.

Para o projeto ter sucesso é necessário que os participantes tenham os telefones fixo e celular dos outros, saibam da sua rotina e sejam avisados quando os outros forem viajar ou passar um longo período fora de casa. Sabendo de tudo isso um vizinho saberá quando algo incomum acontecer na casa do outro, assim ele poderá entrar em contato e informar sobre o ocorrido. Também poderá ajudar seu vizinho ligando para a polícia.

O objetivo deste projeto é promover a integração dos moradores vizinhos para que possam, entre si, formar um vínculo de cooperação. Apesar de usar a complexa teoria das redes neurais, seu funcionamento é simples, porém, eficaz, o que o torna um projeto inovador e de fácil implantação.

Como funciona: É composto por uma célula com 3 vizinhos, os quais firmam compromisso entre si de mútua ajuda, tais como, um cuidar da casa do outro, informar aos membros de sua célula quando de longas ausências, manter um relacionamento mais estreito, ligar e receber ligação a qualquer hora do dia ou da noite em caso de situações de risco e outros procedimentos necessários.

Após aderirem ao programa, os membros da célula recebem: Placa de identificação que deverá ser fixada em local visível da residência, apito ou alarme manual, imã de geladeira que deverá ser preenchido com os números dos telefones. (Com o seu desenvolvimento, pode-se aprimorar com alarmes manuais, interfones, luzes externas direcionadas, iluminação com sensores de presença, etc.).

Compromissos: Cada membro de uma célula deverá se conectar a um membro de outra célula e assim por diante, formando uma grande rede neural. Neste caso se por ventura um membro de qualquer célula deixe de fazer parte do programa, a rede achará outra rota para comunicação. Informar sua célula sobre qualquer evento suspeito, tais como carros estacionados por muito tempo. Pessoas paradas em frente à residência, pessoas estranhas e assim por diante. Se qualquer ocorrência desagradável ocorrer, o membro da célula deverá informar outra célula, assim a célula seguinte poderá se prevenir de ações fortuitas.

Se durante à noite ou dia o vizinho observar movimentação suspeita, deverá imediatamente ligar para os membros da célula, ligar para a Polícia, ascender as luzes externas e apitar ou usar o alarme manual, gerando acionamentos, através da mesma estratégia, pelos outros vizinhos, facilitando inclusive a ação da Polícia que poderá, com maior precisão, localizar o infrator e este por sua vez entenderá que é mais difícil infringir a lei em uma sociedade organizada.

A Polícia Militar tem aderido a esta iniciativa como parceiro e com o propósito de orientar as medidas de segurança e fornecer sustentabilidade ao bem estar dos moradores dos bairros e das comunidades das cidades. Quando a solidariedade se estende, nasce a amizade, surge também a cumplicidade e a solidariedade de pessoas que se unem por objetivos comuns.

A população sempre pode ajudar, fornecendo informações a respeito de irregularidades por meio do telefone de emergência 190, da Polícia Militar, e através do Disque-Denúncia 181.

Com informações do site Mais Expressão

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. Editor responsável pelo Blog do Sérgio Santos. Registro de Jornalista MTB 51.754 / SP.
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4 comentários:

  1. MEU NOME É MARCOS, SOU PILARENSE E MORO ATUALMENTE E TORÇO PRA QUE ESSE PROJETO SEJÁ MUITO BOM PARA CIDADE DE PILAR DO SUL
    NOS EUA JÁ EXISTE HÁ MUITO TEMPO E FUNCIONA MUITO BEM
    ESPERO QUE TENHA SUCESSO E QUE NÃO SEJA TEMPORÁRIO

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  2. Realmente estamos todos individualista demais, ficamos dentro de nossas casas e nao prestamos atenção em nada eu quem o diga moro ha uns 10 anos na mesma rua e tem muitos vizinhos que eu nem conheço, sao todos estranhos pra mim, numero de telefone deles entao nem pensar...Me fez pensar em mudar de atitude esse projeto estou disposta a tentar.

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  3. Que tal implantar um premio por cada mala morto, que o povo não aguenta mais tratar de bandido na cadeia e também não cabe mais.

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