Delegado, seu filho e vereador do PSDB são presos acusados de corrupção em Piedade

Delegado José Chaves e vereador Marquinho (PSDB) estão presos.
FOTOS: JORNAL FOLHA DE PIEDADE.
O delegado José Chaves de Mello, da CIRETRAN (Circunscrição Regional de Trânsito) de Piedade, seu o filho, Douglas Chaves de Mello e o vereador Marcos Pinto de Camargo, o "Marquinho da CIRETRAN" (PSDB), também de Piedade, foram presos na tarde desta quinta-feira (20) pela corregedoria da Polícia Civil. O trio é acusado de cobrar propina de empresas de vistoria na cidade.

Toda a investigação foi conduzida e executada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público, junto com policiais da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

Segundo informações do GAECO, as empresas, vítimas do golpe dos acusados, seriam forçadas pelo delegado de polícia titular da 114ª da CIRETRAN, Dr. José Chaves de Mello, a pagarem propina em dinheiro por cada veículo vistoriado, para que pudessem operar na cidade.

Um dos vereadores, o Marquinho da CIRETRAN (PSDB), que também atua como funcionário dentro da CIRETRAN da cidade, seria encarregado de arrecadar os valores e repassar o dinheiro da propina ao delegado, que seria o líder do crime.

De acordo com o Gaeco, além da primeira vistoria, era exigida ainda uma “segunda vistoria”, sem qualquer amparo legal, dos mesmos veículos que era realizada pelo filho do delegado diretor da CIRETRAN. 

No total, a polícia ouviu três proprietários de empresas que eram extorquidas pelo trio, que detalharam e confirmaram o crime. Além disso, há ainda suspeita de favorecimento a outra empresa, em que o delegado e o filho direcionavam grande parte das inspeções nos veículos. 

O Gaeco informou ainda que grupo agiria desde 2010. Foi decretada a prisão temporária da quadrilha por cinco dias. O grupo foi interrogado na sede do Gaeco e encaminhado para a prisão da Polícia Civil. (Fonte: Jornal Ipanema / Sorocaba).

Leia a íntegra da nota do GAECO - Núcleo de Sorocaba,
distribuída à imprensa:

"Prisões de delegado de Polícia, seu filho e um vereador, da cidade de Piedade

Chegou ao conhecimento deste Grupo de Atuação Especial a existência de um esquema de corrupção relacionado à cobrança ilegal de numerário envolvendo a 114º CIRETRAN (PIEDADE), na pessoa de seu diretor, Delegado de Polícia, envolvendo as empresas cadastradas para realizar as vistorias de veículos automotores naquela cidade e na cidade de Tapiraí.

Segundo informações constantes da referida denúncia, tais empresas de vistoria seriam compelidas pelo Delegado de Polícia titular da 114ª CIRETRAN, a pagar para ele propina em dinheiro para cada veículo vistoriado, como requisito para que pudessem operar na cidade de Piedade.

A quantia ilícita era recolhida semanalmente por funcionário público lotado na CIRETRAN, Vereador com assento à Câmara Municipal de Piedade,  que se encarregava de repassar o dinheiro para o Delegado de Polícia.

Além da primeira vistoria, era exigida uma “segunda vistoria”, ainda, dos mesmos veículos, sem amparo legal, segunda vistoria esta que era realizada pelo filho do delegado diretor da Ciretran.

Diligências preliminares identificaram três proprietários de empresas de vistorias que eram extorquidos, os quais foram ouvidos e com riqueza de detalhes confirmaram a cobrança indevida a que eram submetidos. Além disso, há suspeita de favorecimento a uma outra empresa de vistorias, para a qual o delegado e seu filho direcionavam grande parte das inspeções nos veículos.

As apurações iniciais convenceram o GAECO da existência de uma quadrilha operando junto à Ciretran de Piedade pelo menos desde o ano de 2010, quadrilha essa formada para a prática de crimes continuados de concussão, que é a extorsão praticada pelo funcionário público no exercício da função. 

Em resumo, o grupo era liderado pelo delegado de Polícia que comandava as exigências de pagamento de propina e estabelecia rotinas não previstas em lei para a fiscalização de veículos.

O vereador, funcionário público lotado na Ciretran, arrecadava os valores e se encarregava da arrecadação e controlava a distribuição das vistorias entre as empresas, o que fazia por meio de um livro instituído pelo delegado. O filho deste se encarregava da segunda vistoria, legalmente inexigível, mas que compunha o enredo da prática das extorsões.

Com base nessas apurações preliminares, o GAECO pleiteou, e a Justiça de Piedade decretou, a prisão temporária do delegado, seu filho e do vereador, por cinco dias, mandados esses que foram cumpridos na tarde de hoje por promotores do GAECO e por policiais da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

Buscas e apreensões estão sendo feitas na Ciretran de Piedade e nas casas dos investigados. Eles serão encaminhados ainda hoje (20) à sede do GAECO para interrogatório, e posteriormente deverão ser encaminhados ao presídio da Polícia Civil, em São Paulo. 

GAECO em Sorocaba, aos 20 de fevereiro de 2014"

Obs.: Texto da nota do GAECO extraído do site Bom Dia Piedade
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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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