Acusada de tentar matar ex-marido é condenada pelo Tribunal do Júri

Sessão do Júri / FOTO: SÉRGIO SANTOS / BSS.
Em julgamento realizado nesta terça-feira (1º) o Tribunal do Júri considerou Renata Ribeiro Bueno, 26 anos, culpada do crime de tentativa de homicídio cometido no dia 24 de fevereiro do ano passado contra o ex-marido, Evaldo de Deus do Prado, 31.

A sentença, proferida pela juíza Karina Jemengovac Perez, que presidiu a sessão, condenou a ré a cumprir uma pena de três anos e três meses de reclusão, em regime inicial fechado.

A acusação do Ministério Público, através da promotora Luciana Abramovitch, defendeu a tese de homicídio simples e orientou o corpo de jurados, composto por três homens e quatro mulheres, a votar pela condenação da ré.

A defesa de Renata Ribeiro Bueno foi exercida pelos advogados José Carlos Bachir e Éder Lima Fresneda que, alegando que a ré não teve intenção de matar, postularam a sua absolvição e a desclassificação da acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal simples.

Em seu depoimento no plenário, Renata Ribeiro Bueno confessou a autoria do crime, mas alegou que agiu sob forte emoção e que foi enganada pelo ex-marido que teria lhe dado esperança de reatarem a relação, assim que ela saísse da prisão de Franco da Rocha, onde cumpria pena acusada de furto.

À nossa reportagem, a defesa disse que não concordou com a dosimetria da pena e que vai recorrer. “O veredito foi o esperado, não fugiu das nossas previsões. Iremos recorrer apenas da pena aplicada, porque foi além do que a previsão legal permite”, disse Dr. Éder, alegando que, se a pena fosse menor e dentro da dosimetria correta, Renata Ribeiro Bueno poderia ser beneficiada com o regime inicial semiaberto e, como já cumpriu parte da pena, teria direito ao regime aberto.

Ao final do julgamento Dra. Luciana destacou a confiança dos jurados no seu trabalho e agradeceu por eles terem acatado a sua tese, decidindo pela condenação da ré. A promotora disse que ficou satisfeita com o resultado do julgamento e que a pena imposta foi adequada e proporcional ao crime praticado pela ré. “Pilar do Sul é uma cidade pequena e não acontecem muitos crimes contra a vida, mas quando acontece eles são punidos com o rigor necessário”, disse.

Entenda o caso
Segundo a denúncia, no dia dos fatos (leia mais aqui e aqui), Renata Ribeiro Bueno foi até a residência do ex-marido Evaldo de Deus do Prado, no Jardim Ipê, por volta das 6h da manhã e, armada com uma faca, aos gritos de “eu vou te matar seu vagabundo” passou a golpear a janela. Ao abrir a janela, o ex-marido foi golpeado com uma facada no peito. Com um cobertor o homem conseguiu dominar e desarmar a ex-mulher, que foi presa em flagrante por policiais militares. Além do ex-marido, a atual mulher dele, a sogra e quatro crianças estavam na residência, mas não se feriram.

Renata Ribeiro Bueno, assim como o ex-marido, era ex-presidiária e havia saído da cadeia de Franco da Rocha-SP, onde cumpria pena pelo crime de furto, dois dias antes e teria ficado revoltada ao saber que o ex-amásio estava convivendo com outra mulher.

O julgamento aconteceu no plenário da Câmara Municipal / FOTO: SÉRGIO SANTOS / BSS.

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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2 comentários:

Anônimo disse...

Foi pouco essa menina só arrumava briga com as pessoas

Anônimo disse...

Repararam no olhar dela em direção aos jurados na última foto?...rsrsrs...Zô live rsrs

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