Começa a safra de uva em Pilar do Sul com expectativa de produção de 21 mil toneladas

Foto: Divulgação/APPC.
Do Cruzeiro do Sul - Produtores de Pilar do Sul iniciam na semana que vem a safra de uvas de mesa. O município é um dos maiores fornecedores do Estado, assim como São Miguel Arcanjo, mas cuja safra começa em janeiro, por ter um clima mais frio. Em Pilar, há cerca de 700 hectares plantados, com uma produção média de 30 toneladas por hectare. A safra é estimada em 21 mil toneladas.

O início da colheita coincide com o Natal, época em que a fruta é mais consumida, segundo o secretário de

Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Pilar, Antonio Nunes dos Santos. Além de uva de mesa, saem da zona rural de Pilar ameixa rubimel, também na safra, e caqui, atemoia e mexerica ponkan, cuja época é no meio do ano. A falta de chuvas, este ano, não afetou a qualidade da uva, conforme o secretário.

Desenvolvida há dez anos em Pilar, a variedade de uva pilar moscato não tem semente, é mais doce e está sendo bem aceita no mercado, diz Santos. É derivada da uva itália. Atualmente, a participação da variedade no volume produzido no município é em torno de 5% e deve crescer mais, conforme o secretário de Desenvolvimento Rural. A uva Pilar Moscato tem maior preço por causa de cuidados especiais e custos de produção. É vendida por cinco vezes mais que a uva convencional.

A variedade surgiu de experiências e aprimoramento de técnicas feitas pelos agricultores do município que fazem parte da Associação Paulista de Produtores de Caqui (APPC). As técnicas da pilar moscato são mantidas em sigilo. A associação congrega produtores de caqui, uva, atemoia, ameixa, lichia, pêssego e nectarina de Pilar do Sul, São Miguel Arcanjo, Sarapuí, Piedade, Salto de Pirapora, entre outras. São, ao todo, 80 associados. Trinta deles fundaram a Cooperativa Agroindustrial APPC, para a comercialização de frutas na região de Pilar.

As uvas de mesa cultivadas em Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo abastecem a Grande São Paulo e os centros urbanos de Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em Pilar, o preço do quilo pago ao produtor deve ser de R$ 4, segundo Santos. A maior parte das uvas comercializadas antes da safra em Pilar e São Miguel Arcanjo vem da região de Marialva, no Paraná.

A distribuição da fruta tem que ser feita rápido, em até três dias, diz o secretário de Desenvolvimento Rural. Em temperatura controlada, dura mais: 10 dias. Por isso, o transporte geralmente é feito em caminhões com câmara fria. As uvas são embaladas em caixas de papelão, de cinco quilos, mas há produtores que usam embalagens menores, de meio quilo, já prontas para a venda em supermercados e quitandas.

A tradição de cultivo de uvas em Pilar e São Miguel vem dos imigrantes japoneses que se estabeleceram na zona rural, há cerca de 60 anos, descreve Santos. As técnicas foram passadas aos filhos e netos. Além da pilar moscato, os parreirais de Pilar produzem as variedades itália, rubi, benitaka e brasil.


São Miguel

Em São Miguel Arcanjo, a colheita começa em janeiro, devido ao clima mais frio que Pilar, segundo o engenheiro agrônomo Átila Queiroz de Moura, assistente agropecuário da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). São Miguel tem entre 1.500 e 1.600 hectares de área plantada para uvas e a estimativa para a próxima safra é de aproximadamente 42 mil toneladas.


As uvas de Pilar abastem os grandes centros consumidores do Brasil / Foto: Divulgação/APPC.

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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1 comentários:

Anônimo disse...

Nunca chupei uma uva tão doce como a Pilar Moscato!! Parabéns aos produtores! É mais cara mais vale a pena experimentar!

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