Motorista é preso acusado de ameaçar e manter ex-mulher em cárcere privado

Um motorista de 40 anos foi preso e autuado em flagrante acusado de ameaçar e manter a ex-mulher em cárcere privado na casa dela na Vila Claudino, zona este de Pilar do Sul.

Segundo a vítima, de 38 anos, na terça-feira (31/03) o homem invadiu a sua casa, dizendo que a residência também era sua, que ela era sua mulher e a obrigou a manter relações sexuais com ele. Depois a manteve trancada no quarto até o dia seguinte, quando ela conseguiu fugir.

A mulher foi até o Fórum onde solicitou medida protetiva da Justiça, o que foi concedida pela juíza Karina Jemengovac.

Um oficial de justiça, com apoio dos policiais militares, soldados Alexandre e Tadeu, foi até a residência entregar a citação e a intimação ao acusado. Lá a mulher relatou todo o ocorrido e ressaltou que o ex-marido a ameaçou dizendo que se ela não mantivesse relações com ele faria com a filha de seis anos.

Diante dos fatos o homem foi conduzido a Delegacia de Polícia, onde ele negou o crime. Disse que tudo era mentira da ex-mulher, que o queria prejudicar. Disse que havia chegado de viagem e que estava deitado, descansando.

O delegado Milton Andreoli atuou o motorista em flagrante, sob a acusação de cárcere privado e ameaça.

O homem que, segundo a Polícia, tem passagem por agressão (Lei Maria da Penha) foi recolhido a cadeia local, onde permanecerá a disposição da justiça.

Denuncie casos de violência contra mulher
Vítima pode procurar delegacias e órgãos especializados ou fazer a denúncia no 180


Agredida pelo marido durante seis anos, Maria da Penha sofreu, por duas vezes, tentativa de assassinato. Na primeira com arma de fogo, o marido deixou-a paraplégica, e na segunda foi eletrocutada e também afogada. O marido dela só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.

Para endurecer a punição a esse crime e aumentar a proteção às mulheres, foi sancionada, em 2006, a Lei Maria da Penha, que prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio até a proibição de sua aproximação da mulher agredida e dos filhos.

A lei 11.340/06 alterou o Código Penal Brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante e tenham sua prisão preventiva decretada.

A vítima pode ligar no 180, Central de Atendimento à Mulher, serviço que pertence à Secretaria Nacional de Política para as Mulheres ou procurar delegacias e outros órgãos especializados em atendimento à mulher. Não é preciso se identificar e o serviço funciona 24h.

Em casos mais urgentes, os denunciantes são orientados a ligar diretamente para a Polícia Militar, no 190.
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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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