Motorista embriagado que atropelou Marcos Botina é condenado pela Justiça

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O operador de máquinas Roberto Pinto da Silva, 24 anos, foi condenado pela Justiça a cumprir uma pena de 1 ano, 4 meses e 24 dias de detenção, em regime inicial aberto, por dirigir embriagado, atropelar e causar lesões corporais no frentista Marcos Roberto Nunes Vieira (Botina), 43 anos. Ele também teve a carteira de habilitação (CNH) suspensa, pelo mesmo período da pena, e terá que pagar uma multa à justiça e um salário mínimo à vítima.

O acidente aconteceu na madrugada do dia 20 de outubro de 2013 na rua D. Lucio Antunes de Souza, próximo ao Asilo (leia aqui).

Segundo o processo, embriagado, o operador de máquinas conduzia um Ford Fiesta em alta velocidade quando colidiu contra a motocicleta Honda CG 125, conduzida por Marcos Botina, que caiu ao solo e foi atropelado. Na sequência, arrastando a motocicleta, Roberto Pinto da Silva, que estava em companhia da namorada, tentou fugir do local do acidente, mas acabou colidindo com outro veículo e só parou porque caiu dentro de um córrego, cerca de 200 metros à frente, sendo detido por policiais militares e conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante e liberado após pagamento de fiança, arbitrada em R$ 1.000.

Em estado gravíssimo, Marcos Botina foi socorrido à Santa Casa e, posteriormente, transferido ao Hospital Regional de Sorocaba, onde permaneceu na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em estado de coma por 28 dias, entre a vida e a morte. Depois de vários meses, Botina se recuperou, mas ficou com sequelas, dificuldades de memória e uma cicatriz na cabeça. 

De acordo com o processo, Marcos Botina relatou que o réu o auxiliou financeiramente após o acidente. O condutor do outro veículo disse que fez um acordo e o réu pagou as despesas do conserto do seu carro.

Na sentença, a juíza Karina Jemengovac Perez ressaltou que “as provas consubstanciadas aos autos são seguras a imputar os crimes em questão ao réu”, que “o próprio réu confessou que ingeriu cerveja e dirigiu seu veículo em velocidade excessiva quando do acidente” e como “se não bastasse se embriagar e colidir com veículos de outrem, o acusado de maneira extremamente reprovável deixou à vítima desacordada ao solo e empreendeu fuga, deixando de prestar socorro, quando podia fazê-lo sem risco pessoal, só tendo parado seu veículo acerca de 200 metros do local por ter caído em um córrego”.

Pelo crime de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor a pena aplicada foi de 9 meses e 18 dias de detenção e suspensão da habilitação (CNH) pelo mesmo período.

Para o delito de embriaguez ao volante a pena aplicada foi de 7 meses e 6 dias de detenção e proibição de obter habilitação (CNH) pelo mesmo período. 

Somadas, as penas totalizaram 1 ano, 4 meses e 24 dias de detenção, em regime inicial aberto, e proibição de se obter habilitação (CNH) por igual período, além do pagamento de 15 dias-multa, no piso legal.

A pena privativa de liberdade foi convertida em prestação de serviços à comunidade, em entidade a ser indicada pelo Juízo das Execuções Penais, e prestação pecuniária em favor da vítima, no valor de um salário mínimo, a ser abatido em eventual ação indenizatória civil. 

A juíza Karina Jemengovac Perez encerra a sentença, proferida no dia 30 de março, último, com a célebre frase: “Após o trânsito em julgado, lance-se o nome do réu no rol dos culpados”. Roberto Pinto da Silva poderá recorrer da sentença.
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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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3 comentários:

Anônimo disse...

é isso ai, quase matou, pegou 1 ano no aberto, se tivesse matado seria dois anos no aberto. Viva o Brasil.....!!! pais da impunidade...

Anônimo disse...

Saiu de graça a sentença do reu
Isso significa que a vida dos outros nao vale nada mesmo
Cade a lei ???
So ficou no projeto ,,cadeia nesse pinguço

Anônimo disse...

Sergio, voce disse que o mesmo teve sua habilitação suspensa pelo mesmo prazo da condenação, mas o mesmo continua dirigindo pela cidade, é isso mesmo ? ou foi revogado a suspensão da habilitação...

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