Engenheiro e estudante pilarense ganha Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia

Foto: Reprodução / TV Tem / Portal G1 São Carlos.
Renato Tadeu Rodrigues, 28 anos, engenheiro de produção e estudante de engenharia ambiental (UFSCar - Universidade Federal de São Carlos) ganhou mais um prêmio, dessa vez internacional.

O pilarense foi o primeiro colocado da categoria estudante universitário do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia instituído pela Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT) e organizada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq/MCTI, com o apoio da Unesco e do Movimento Brasil Competitivo.

A cerimônia de entrega do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia ocorreu na quarta-feira (17/06), na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, em Brasília. O tema desta edição foi "Popularização da ciência".

Inicialmente chamada de Prêmio Mercosul para Jovens Pesquisadores, a premiação foi criada em 1998. A iniciativa tem por objetivo premiar os trabalhos que representem potencial contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico dos países membros e associados ao Mercosul, bem como incentivar a realização de pesquisa científica, tecnológica e a inovação no bloco e contribuir para o processo de integração regional.

Foram 109 trabalhos de pesquisa inscritos e 60 pré-selecionados. Das quatro categorias atribuídas pelo prêmio (Estudante Universitário, Iniciação Científica, Integração e Jovem Pesquisador) os brasileiros venceram três.

No total, foram distribuídos US$ 20,5 mil distribuídos entre os vencedores, além de troféus e placas. Como prêmio Renato Tadeu Rodrigues ganhou US$ 3.500.

Foto: Divulgação.
Entenda o projeto

Renato Rodrigues ganhou o prêmio com um aplicativo digital, criado por ele, para facilitar o acesso de pessoas com deficiência a diversas fontes de conhecimento.

"Basicamente, o aplicativo Leva e Traz vai promover um intercâmbio entre pessoas que detenham um conhecimento específico e outras que queiram saber sobre esse conteúdo", explica Rodrigues,

"Quem tem deficiência acaba utilizando plataformas voltadas ao público geral, mas, nesse projeto, a ideia é o inverso: a ferramenta se destina a deficientes físicos, embora qualquer indivíduo possa aproveitar o serviço para se informar acerca de ciência e inovação", ressaltou.

A plataforma projetada pelo universitário visa possibilitar o compartilhamento de áudios, fotos, vídeos e relatos em texto a respeito de congressos científicos, exposições, museus e outras fontes de conteúdo científico, em mídias adaptadas a usuários com deficiência auditiva, locomotora ou visual. Os "multiplicadores do conhecimento" seriam estudantes de iniciação científica, pesquisadores, professores ou qualquer pessoa que se proponha a dividir informações de eventos ou estudos com quem tenha dificuldade de acesso.

Divulgação

Rodrigues aplicou na plataforma o tema desta edição do Prêmio Mercosul, "Popularização da ciência", por considerar que a população precise se aproximar do conteúdo gerado dentro de laboratórios e universidades.

"Uma das coisas que eu quis deixar claro no meu projeto é a questão da humanização da ciência, já que eu noto que na sociedade em geral as pessoas tendem a não gostar do assunto, porque elas acham que se trata de algo muito distante da realidade delas", diz. "Depois que comecei a ter contato direto com pesquisadores de todas as áreas, eu notei que a ciência realmente está próxima da gente. Isso que eu quis mostrar, esse lado mais humano da ciência, para que a população perceba que ela não é um bicho de sete cabeças”.

Na opinião dele, colegas envolvidos com iniciação científica precisam deixar de restringir seus estudos ao circuito entre aluno e professor. "Eles poderiam colocar em ferramentas como o aplicativo Leva e Traz parte do conhecimento", sugere. "Se você estuda doenças cardíacas, por exemplo, pessoas com algum problema no coração poderiam, por meio da plataforma, ter uma noção de como estão os avanços na área, além de tirar dúvidas sobre a pesquisa".

Antes de escrever o projeto, Rodrigues entrevistou, por meio de formulário, 50 pessoas – oito delas com deficiência e 19 de outros países sul-americanos, como Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Venezuela.

Agradecimento

Através de seu perfil no Facebook, Renato agradeceu: "Estou muito feliz com o resultado do prêmio. Quero agradecer a minha família, amigos, colegas, ídolo e desconhecidos por sempre me darem apoio em todos os meus projetos, valeu mesmo. Tenho que salientar grande agradecimento as três instituições que geraram e geram conhecimento para mim, a UNICAMP, a FACAMP e a UFSCar, fiz questão de agradecer na frente dos representantes do Ministério e do CNPq, como outras autoridades presentes, o que cada uma delas contribuiu para minha formação. Sei que ainda tenho um longo caminho a ser seguido, mas quando você faz com vontade e dedicação os buracos as vezes com o tempo já não fazem tanta diferença, enquanto você tem foco. Valeu pessoal e obrigado a todos".

Outros prêmios

Renato Rodrigues iniciou e concluiu os ensinos fundamental e médio na escola Vereador Odilon Batista Jordão, em Pilar do Sul. Hoje ele reside e trabalha em Campinas, na UNICAMP (Universidade de Campinas), e estuda na UFSCar, em São Carlos.

Além do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, o pilarense ganhou outros dois prêmios, o 4º Prêmio Fecomercio de sustentabilidade (leia aqui) e o desafio internacional Masters of Code (aqui).

Fontes:  CNPq (aqui) e Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (aqui)
Foto: Divulgação / CNPq.

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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