Prefeitura decreta intervenção administrativa na Santa Casa de Pilar do Sul

Santa Casa / Foto: Arquivo / Blog do Sergio Santos.
A Prefeitura Municipal de Pilar do Sul, por meio da prefeita Janete Carvalho (PSDB), decretou no final da tarde desta segunda-feira (21) intervenção administrativa na Santa Casa.

Segundo o decreto 3.173/2015, assinado pela prefeita e pelos secretários Juarez Rodriguez (jurídico), José Francisco de Almeida (finanças) e Dalton Pagianotto (saúde), a intervenção será pelo prazo de um ano, que “poderá cessar antes de seu termo ou ser prorrogado, de acordo com a necessidade e o interesse público”.

O motivo da intervenção, explicado no decreto, é o perigo de iminente interrupção dos serviços hospitalares, como Pronto Socorro, ambulatório e a maternidade, prestados pela Associação Santa Casa de Misericórdia.

Com a intervenção, a diretoria executiva, bem como os membros dos conselhos deliberativo e fiscal, da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, ficarão afastados das suas funções e caberá a Prefeitura a administração dos bens e serviços do hospital, que compreenderá o prédio, as contas bancárias, as instalações físicas, recursos humanos, os equipamentos médicos e cirúrgicos e demais utensílios e bens necessários para o regular funcionamento do hospital.

Segundo apurou a nossa reportagem, a Prefeitura e a diretoria da entidade realizaram diversas reuniões para definir o valor do repasse do ano 2016, mas não chegaram a um acordo. A Santa Casa teria exigido um repasse mensal de R$ 450 mil e a prefeitura, que inicialmente tinha oferecido R$ 328.770, ofereceu R$ 350 mil, que teria sido recusado pela diretoria da entidade.

Segundo o decreto, diante do impasse, a diretoria da Santa Casa, através do provedor José Antonio Caetano, o Capitão, teria ameaçado interromper o atendimento do hospital, referente a Pronto Socorro e maternidade, a partir de 1º de janeiro, o que levou a Prefeitura a tomar a decisão de intervir na administração do hospital.

Durante o período da intervenção será instituída uma “Comissão Intervencionista Provisória”, com plenos poderes de direção e administração, composta por representantes da Prefeitura, dos funcionários do hospital e dos médicos. Essa comissão terá que prestar informações de todos os seus atos e decisões aos órgãos externos de controle e fiscalização, como o Conselho Municipal de Saúde, Ministério Público, Poder Judiciário e Poder Legislativo. Veja abaixo a íntegra do decreto 3.173/2015:

DECRETO nº 3.173/2015
De 21 de dezembro de 2015

"DISPÕE SOBRE A DECLARAÇÃO DE ESTADO DE PERIGO PÚBLICO IMINENTE DE INTERRUPÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS HOSPITALARES NO MUNICÍPIO, EM DECORRÊNCIA DA INTERRUPÇÃO NO ATENDIMENTO DO SERVIÇO DE PRONTO SOCORRO, ATENDIMENTO AMBULATORIAL E MATERNIDADE PRESTADOS PELA ASSOCIAÇÃO DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PILAR DO SUL; DISPÕE SOBRE A INTERVENÇÃO MUNICIPAL NA MODALIDADE REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA DE BENS, EMPREGADOS E SERVIÇOS DO HOSPITAL MANTIDO PELA ASSOCIAÇÃO DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PILAR DO SUL, PELO PRAZO DE 12 (DOZE) MESES, PARA FINS DE REGULARIZAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DO SERVIÇO HOSPITALAR E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”.

JANETE PEDRINA DE CARVALHO PAES, Prefeita Municipal de Pilar do Sul, no uso de suas atribuições legais,

Considerando, que a saúde é direito de todos e dever do Estado, conforme o contido no artigo 196 da Constituição Federal, abaixo transcrito, que obriga o Município, dentro de sua esfera de atuação, manter a saúde pública municipal, na medida em que a expressão “Estado”, contida no texto compreende Poder Público latu sensu, incluída nessa definição a figura do Município;

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Considerando que a obrigação pela manutenção da Saúde Pública no Município, é responsabilidade do Poder Público Municipal, conforme prevê o artigo 204, em seus incisos I a IV da Lei Orgânica Municipal, abaixo transcrito:

Art. 204 - O Município integra, com a União e o Estado, com os recursos da seguridade social, o Sistema Único de Saúde, cujas ações e serviços públicos, em sua circunscrição territorial, são por ele dirigidos, com as seguintes diretrizes: 
I - políticas sociais, econômicas e ambientais que visem ao bem estar físico, mental e social do indivíduo e da coletividade e à redução de risco de doenças e outros agravos; 
II - acesso universal e igualitário às ações e ao serviço de saúde, em todos os níveis; 
III - fornecimento de informações e esclarecimentos de interesse da 
saúde individual e coletiva, assim como as atividades desenvolvidas pelo sistema; 
IV - atendimento integral e individual, abrangendo a promoção, preservação e recuperação de sua saúde; 

Considerando que é atribuição comum a todos os entes federados, inclusive o município, o controle do Sistema Único de Saúde, conforme se depreende dos artigos 2.º e 15 da Lei 8.080/1990, abaixo transcrito:

Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.
§ 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.
§ 2º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade.

Art. 15. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições:
I - definição das instâncias e mecanismos de controle, avaliação e de fiscalização das ações e serviços de saúde;
II - administração dos recursos orçamentários e financeiros destinados, em cada ano, à saúde;
III - acompanhamento, avaliação e divulgação do nível de saúde da população e das condições ambientais;
IV - organização e coordenação do sistema de informação de saúde;
V - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de qualidade e parâmetros de custos que caracterizam a assistência à saúde;
VI - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de qualidade para promoção da saúde do trabalhador;
VII - participação de formulação da política e da execução das ações de saneamento básico e colaboração na proteção e recuperação do meio ambiente;
VIII - elaboração e atualização periódica do plano de saúde;
IX - participação na formulação e na execução da política de formação e desenvolvimento de recursos humanos para a saúde;
X - elaboração da proposta orçamentária do Sistema Único de Saúde (SUS), de conformidade com o plano de saúde;
XI - elaboração de normas para regular as atividades de serviços privados de saúde, tendo em vista a sua relevância pública;
XII - realização de operações externas de natureza financeira de interesse da saúde, autorizadas pelo Senado Federal;
XIII - para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera administrativa correspondente poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas naturais como de jurídicas, sendo-lhes assegurada justa indenização;
XIV - implementar o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados;
XV - propor a celebração de convênios, acordos e protocolos internacionais relativos à saúde, saneamento e meio ambiente;
XVI - elaborar normas técnico-científicas de promoção, proteção e recuperação da saúde;
XVII - promover articulação com os órgãos de fiscalização do exercício profissional e outras entidades representativas da sociedade civil para a definição e controle dos padrões éticos para pesquisa, ações e serviços de saúde;
XVIII - promover a articulação da política e dos planos de saúde;
XIX - realizar pesquisas e estudos na área de saúde;
XX - definir as instâncias e mecanismos de controle e fiscalização inerentes ao poder de polícia sanitária;
XXI - fomentar, coordenar e executar programas e projetos estratégicos e de atendimento emergencial.

Considerando, que é dever do Município preservar os direitos inalienáveis à saúde e a vida, e os interesses supremos da população à garantia e preservação destes direitos, sob perigo iminente, nos termos do art. 5º, inciso XXV, da Constituição Federal;

Considerando, que há risco iminente de interrupção do Serviço Hospitalar Municipal, através do Sistema Único de Saúde, na medida em que a Diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Pilar do Sul não aceitou o valor ofertado pela Prefeitura Municipal, como repasse mensal para o ano de 2016;

Considerando, que foi dito pelo Sr. Provedor da Associação que, em caso de não aceitação de sua proposta financeira de valores mensais, o mesmo entregaria os serviços prestados pela Associação a partir do dia 01 de janeiro de 2016, conforme consta expressamente em Ata de Reunião;

Considerando, que há uma discrepância de mais de 35% (trinta e cinco inteiros por cento) entre o valor proposto pela municipalidade de R$ 328.770,00 (trezentos e vinte e oito mil setecentos e setenta reais) e o valor requerido pela Associação de R$ 450.000,00 (quatrocentos e cinquenta mil reais);

Considerando, que o convênio firmado entre a Municipalidade e a Associação ostenta o maior valor contratualizado pelo Município;

Considerando, que a Conselho Municipal de Saúde encontrou incongruências nos lançamentos feitos em planilha pela administração da Santa Casa de Misericórdia, especialmente nos itens “folha de pagamento”, “receitas advindas de aplicações financeiras”, entre outras;

Considerando, que o prédio onde funciona o Hospital Municipal (Santa Casa) pertence ao Município;

Considerando, os princípios norteadores da atividade pública, notadamente o da publicidade, impessoalidade, moralidade, segurança jurídica;

Considerando, que o Hospital mantido pela Associação da Santa Casa de Misericórdia de Pilar do Sul é o único estabelecimento de internação clínica, intervenção cirúrgica, maternidade e Pronto Socorro em operação neste Município;

Considerando, os elevados gastos mensais que a municipalidade efetiva com a manutenção dos serviços hospitalares mediante a realização de Convênio com a instituição em tela, sendo que o Município não pode contratar uma prestação de serviços com valores dissonantes dos praticados no mercado sob pena de apontamento do Tribunal de Contas do Estado;

Considerando, a recente interrupção do serviço, com a retirada de um médico do pronto socorro, perpetrada no mês de outubro de 2015, em contrariedade ao pactuado no convênio firmado, configurando tal conduta como ilícito contratual, conforme notícia veiculada na mídia local e notícia oficial dada à Municipalidade;

Considerando, a propagação de notícia inverídica, por parte da Administração do Nosocômio, quanto aos repasses municipais, inclusive através da fixação de cartazes direcionados aos funcionários, nos corredores da instituição, inclusive com menção a atraso de pagamento de salários dos funcionários, inclusive equipe médica;

Considerando, a necessidade de promover um debate sobre a necessidade da reforma dos Estatutos da instituição, a fim de atender às exigências legais vigentes, alicerçados em diretrizes democráticas, de transparência de suas atividades e de fortalecimento de seus Conselhos constituídos, bem como renovando formas de participação comunitária, evitando-se a existência de situações vexatórias ou de falácias junto a comunidade em geral;

Considerando, que tal conjuntura impõe ao governo municipal a adoção de medidas urgentes e especiais;

Considerando, que o instituto de direito público da intervenção, na modalidade da Requisição é o meio adequado para que o Poder Executivo Municipal atenda situação de perigo iminente que comprometa a promoção, a proteção e a recuperação da saúde pública, garantindo a manutenção do adequado funcionamento das instalações do Hospital mantido pela Associação da Santa Casa de Misericórdia de Pilar do Sul, fazendo-as com os recursos humanos e materiais de que dispõe, mediante o uso dos equipamentos, móveis e instalações pertencentes à instituição de saúde;

Considerando, a presença de funcionários nos quadros da instituição que são parentes de membros da diretoria, o que ofende o estatuto, o artigo 4.º da lei municipal 2.875/2013 e o princípio da impessoalidade, que ordena as ações do Poder Público e de forma indireta as ações de seus parceiros e instituições a ele relacionadas;

Considerando, por fim, a supremacia do interesse público sobre o particular;

DECRETA

Art. 1º - É declarado Estado de Perigo Público Iminente de interrupção na prestação de serviços hospitalares e de Urgência na Saúde Pública do Município, em decorrência da constatação de possíveis irregularidades feita pela Secretaria de Saúde e pelo Conselho Municipal de Saúde, que autorizam a interdição do estabelecimento pelas esferas de Governo.

Art. 2º - Diante da Declaração de Estado de Perigo Público Iminente e Urgência na Saúde Pública do Município nos serviços hospitalares, fica decretada a intervenção no Hospital mantido pela Associação da Santa Casa de Misericórdia de Pilar do Sul, instituição de saúde pública mantida pela Associação Civil de mesma denominação sem fins lucrativos, filantrópica e de utilidade pública, inscrita no CNPJ sob n° 50.819.580/0001-11, com sede na Avenida Papa João XXIII, n.º 1038 com a requisição de todos os bens e serviços da instituição, compreendendo o prédio, contas bancárias, as instalações físicas, recursos humanos, os equipamentos médicos/cirúrgicos e demais utensílios e bens necessários para o regular funcionamento do hospital, nos termos do art. 15, inciso XIII, da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 e demais legislação correlata.

Parágrafo Único – A intervenção ora determinada se dará mediante ocupação temporária do prédio, instalações físicas, móveis, telefones, equipamentos médicos/cirúrgicos e demais utensílios necessários para o regular funcionamento do nosocômio e continuidade no atendimento médico hospitalar.

Art. 3º - A requisição pelo Poder Executivo Municipal tem por objetivo garantir a continuidade da prestação dos serviços hospitalares, bem como a implantação de um novo modelo de gestão.

Art. 4º - A presente requisição terá efeitos pelo período de 12 (doze) meses contados da publicação deste Decreto.

Parágrafo Único - O Prazo previsto no caput poderá cessar antes de seu termo ou ser prorrogado, de acordo com a necessidade e o interesse público.

Art. 5º - Para o desempenho das atribuições decorrentes da presente requisição é constituída uma Comissão Intervencionista Provisória, com plenos poderes de direção e administração, composta pelos seguintes membros:

I. 01 (um) representante do Poder Executivo Municipal de Pilar do Sul;
II. 02 (dois) representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Pilar do Sul;
III. 01 (um) representante da Secretaria de Negócios Jurídicos e Tributários de Pilar do Sul; 
IV. 01 (um) representante da Secretaria de Finanças e Planejamento de Pilar do Sul;
V – 01 (um) representante da Secretaria de Administração e Recursos Humanos;
VI. 01 (um) representante dos servidores do Hospital mantido pela Associação da Santa Casa de Misericórdia de Pilar do Sul;
VII. 01 (um) representante do Corpo Clínico (médicos) do Hospital mantido pela Associação da Santa Casa de Misericórdia de Pilar do Sul;

Parágrafo Único – A Comissão Intervencionista Provisória ora nomeada poderá requisitar força policial para garantir a segurança no momento ou após a ocupação administrativa.

Art. 6º - Os representantes da instituição e da equipe médica, previstas nos incisos V e VI do art. 5º do presente Decreto serão indicados por documento oficial da instituição dirigido diretamente ao Prefeito Municipal de Pilar do Sul, o qual os nomeará através da edição de ato próprio.

Parágrafo Único – Em convenção entre os membros integrantes do quadro constante do presente Decreto será designado um dos nomes indicados para ocupar a condição de Coordenador da Comissão Intervencionista Provisória através da edição de Ata de reunião a ser realizada imediatamente após a intervenção. 

Art. 7º - A Comissão Intervencionista Provisória dará plena ciência de todos os andamentos de sua atividade, bem como da situação apurada até o momento da ciência aos órgãos externos de controle e fiscalização, bem como aos demais órgãos a que interessar o regular andamento das atividades desenvolvidas pela instituição de saúde em tela, tais como Conselho Municipal de Saúde, Ministério Público, Poder Judiciário local, Poder Legislativo, dentre outros.

Art. 8º - No exercício de suas atribuições, caberá ao Coordenador a prática de todos e quaisquer atos inerentes à presente intervenção, entre outros:

I - requisitar serviços de repartições públicas municipais e solicitá-los a repartições de outras esferas de governo indispensáveis ao cumprimento de sua missão;
II - gerir os recursos destinados ao nosocômio, podendo, para isso, movimentar contas bancárias e, se necessário, abrir contas sob a designação "Prefeitura Municipal de Pilar do Sul, Conta Requisição Hospital”;
III - movimentar, admitir e demitir empregados, bem como gerenciar toda administração pessoal necessária ao bom andamento dos serviços do hospital;
IV - providenciar inventário dos bens e equipamentos, além dos respectivos laudos da situação do hospital no momento da intervenção;
V - verificar quais as medidas de ordem técnica, administrativa, jurídica e financeira necessárias ao restabelecimento do pleno e hígido funcionamento da entidade, se necessário for, inclusive mediante a instauração de auditorias específicas;
VI – terceirizar o serviço, em caráter emergencial, pelo prazo máximo consignado na legislação pertinente;
§ 1º – O Coordenador da Comissão Intervencionista Provisória deterá todos os poderes inerentes ao Presidente da Instituição constituído nos termos estatutários, bem como aqueles do Administrador da mesma.

§ 2º - Para validação dos atos supra aduzidos, o Coordenador da Comissão Intervencionista Provisória deverá ter seus atos corroborados por dois terços da comissão intervencionista descrito no artigo 5.º deste Decreto.

Art. 9º - O Secretário Municipal de Saúde do Município de Pilar do Sul poderá baixar as instruções complementares à execução deste Decreto, bem como fica desde já autorizado a apresentar projetos e solicitar apoio financeiro dos Governos do Estado e Federal.

Art. 10º - A Comissão Intervencionista Provisória fica, desde já, autorizada a contratar consultoria especializada em gestão de sistemas de saúde para implantação de um novo modelo de gestão.

Art. 11º - Os atos necessários para implementação plena desta intervenção serão formalizados por Portarias numeradas que constarão do relatório final.

Art. 12º - Ficam excluídas desta Intervenção todas as empresas e serviços que mantém contrato com a instituição hospitalar, utilizando as dependências do mesmo.

Art. 13º - Em decorrência do presente Decreto, ficam todos os membros do Conselho Deliberativo, do Conselho Fiscal e da Diretoria Executiva da atual gestão da Associação da Santa Casa de Misericórdia de Pilar do Sul afastados das atividades da instituição.

Art. 14º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Paço Municipal João Urias de Moura,
Pilar do Sul – SP, 21 de dezembro de 2015

JANETE PEDRINA DE CARVALHO PAES
Prefeita Municipal

JUAREZ MÁRCIO RODRIGUES
Secr. de Negócios Jurídicos e Tributários

DALTON FERNANDO PAGIANOTTO
Secretário de Saúde

JOSÉ FRANCISCO DE ALMEIDA
Secretário de Finanças e Planejamento

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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21 comentários:

Anônimo disse...

Mas a prefeitura não a conseguindo cuidar nem dela!!!!

Anônimo disse...

Deus é justo, aqui se faz aqui se paga..... que DEUS te ABENÇOE prefeita, nessa nova jornada.

Anônimo disse...

Onde esta a responsabilidade da Prefeitura, em relação a saúde publica? É obrigação do poder público.

Anônimo disse...

Agora vai aparecer o tão esperado balancetes atualizados da Santa Casa, Uhuu. Festa e mais festa em prol a Santa Casa e faltava dinheiro.

Anônimo disse...

Total apoio a prefeitura, grande atitude, eu não era muito fã desta administração da prefeitura, mas, agora tiro o chapéu por essa decisão. Eu estou aqui pra ajudar no for preciso para manter a Santa Casa funcionando, prefeita Sra. Janete, não se desespere nesta nova empreitada em caso de situação de aperto nós povo estamos aqui pra te ajudar.

Anônimo disse...

Pra quem esta sem credito para abastecer disel numa maquina Patrol vai ser impossível , Administrar uma santa casa!

Anônimo disse...

Não podemos deixar que fechem nossa Sta Casa. Já participei das festas em prol a Sta Casa e dinheiro dá, o que falta é caráter a administração e amor ao próximo; querendo ou não tomam conta do que é do povo.Que a prefeitura coloque pessoas que saibam administrar e não deixe fechar as portas deste hospital que acolhe pessoas não só de Pilar do Sul mas das cidades vizinhas.

Anônimo disse...

Garanto que vai ser melhor do que oque estão lá, uma vergonha, vamos esperar um pouquinho e vai aparecer onde esta o arrombo financeiro, precisamos urgente que divulguem os balancetes financeiros, tem gente que já esta com a pulga atrás da orelha, achavam que eram donos que isso jamais ia acontecer, tá ai, parabéns para quem teve a iniciativa, assim pelo menos se a Santa Casa parar de atender teremos o porque verdadeiro. Tinha que intervir mesmo, assim mostra pra eles que esse órgão é sério e não pode ser usado como maquina para ganhar eleição. Parabéns para a prefeitura.

Anônimo disse...

Mascaras cairão, era estranho, quando chegava na Santa Casa nunca tinha ambulância nem pra levar nem pra buscar e um contrato um tanto quanto estranho de terceirização das ambulâncias, sem consulta publica, sem concorrência, pelo menos nunca vi nada publicado, tem que apurar tudo isso. CADÊ O DINHEIRO QUE TAVA AQUI!!!

Anônimo disse...

"Art. 13º - Em decorrência do presente Decreto, ficam todos os membros do Conselho Deliberativo, do Conselho Fiscal e da Diretoria Executiva da atual gestão da Associação da Santa Casa de Misericórdia de Pilar do Sul afastados das atividades da instituição."
Sr. Sergio Santos, gostaria que por favor o Sr. tirasse a saber se o salario que eles recebiam pela atividade que exerciam também vai ser suspenso no período que estiverem afastados?
Desde já muito obrigado.

dudu disse...

Boa sorte a nova administração da Santa Casa de Pilar do Sul, só posso dizer que os enfermos que ali adentram no momento de angústia e procurando uma cura para sua doença jamais podem ser mal tratados e deixados a ermo por causa de uma guerra política !!!
Boa sorte a Prefeita e a nova diretoria !!!

Anônimo disse...

esses tucanos não fazem nada, já quebraram o clube de pilar do sul, quebraram a apae e agora vão quebrar a santa casa é bem tipico deles pegar o que deu muito trabalho á muita gente e depois quebram.

Anônimo disse...

FAZER UM DECRETO E ASSUMIR O SANTA CASA QUE É FRUTO DO SUOR DE MUITA GENTE É FÁCIL E QUERO VER É FAZER UMA SANTA CASA COMO A NOSSA (TEM DEFEITOS, TEM, MAS TAMBÉM TEM MUITAS QUALIDADES) ISSO É PURA POLITICAGEM DESSA RETARDADA DESTA PREFEITA QUE NÃO GANHA PARA SINDICA DE PRÉDIO. NUNCA FEZ NADA PELA SANTA CASA E SÓ SABE CRITICAR.

Anônimo disse...

tem muita gente colocando lenha na fogueira, mas a santa casa de pilar do sul, não igual á de outras cidades que fecharam, está de pé até hoje graças á muita gente que trabalhou lá sem ganhar nada e só tem a santa casa porque não temos um hospital municipal adequado. prefeita pede para cagar e saia do seu cargo.

Anônimo disse...

PREFEITA FAZ UM HOSPITAL MUNICIPAL E DEIXA A SANTA CASA SEGUIR A VIDA DELA, MAS VC NÃO CONSEGUE FAZER ISSO, NÃO TEM CAPACIDADE E NEM DINHEIRO PARA TAL. VC TÁ PARECENDO AQUELE PASSARINHO QUE TOMA A CASA DO JOÃO DE BARRO.

Anônimo disse...

que falta de respeito com as pessoas essa prefeita tem, agoira eu acredito que fecha a santa casa, pois eles já fecharam o clube, quebraram a apae.

Anônimo disse...

Parabéns a Prefeita pela iniciativa isso teria que ter sido feito a alguns anos atras, vamos acabar com essa cabine de emprego que é a santa casa. O engraçado que o dinheiro que a prefeita tinha ofertado era insuficiente para o hospital, foi só a prefeitura anunciar a intervenção que os administradores coloco o rabo no vão da perna e voltam atrás será que esta tudo certo? se tivesse eles não tinham o que temer, como diz o ditado quem tem tem medo!!! PELO AMOR DE DEUS PREFEITA NÃO VOLTE ATRAS PRECISAMOS SABER O QUE ESTA SENDO FEITO COM O NOSSO DINHEIRO!!!

Anônimo disse...

tava na hora mesmo. a santa casa tava precisando de mudancas ...chega de panelinha kkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Quem esta com dor de ter a intervenção, é porque tem rabo preso também, gostei muito do comentário onde diz "cabine de emprego", é puramente isso mesmo, é amigo do fulano, parente do ciclano e assim vai, ah, e já que mexeram em ferida dos outros então vamos lá, destruir prédios muitas vezes é preciso para que se erga um novo, agora funcionar quebrado é difícil, faço uma denuncia para que se apure, o sistema de combate de incêndio da Santa Casa estava todo desligado, o sistema de proteção contra descarga atmosférica (SPDA) desatualizado, sem inspeções e se quer tem em pontos de extrema periculosidade, dispositivos de segurança elétrica tais como DR (disjuntor residual) obrigatório e diferenciado em sistema de UTI e neonatal inexistente, resumindo só isso já da pra dizer que esta largada a muito tempo, pra todos saberem isso já é o suficiente para fechar a Santa Casa.

Anônimo disse...

vamos lá prefeita boa sorte , e não volte atras contamos com sua atitude...

Anônimo disse...

O interesante e que com tanta gente olhando tudo e todos ninguem viu que muitos papeis foram queimados dentro do predio novo em construcao. Oque poderia ser esses papeis? Ai fica a pergunta vamos ver quem vai responder

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