Prefeitura define ações para reparar estragos dos temporais e de combate à dengue

Foto: Sérgio Santos.
A prefeita Janete Carvalho, o vice-prefeito Angelo Paiotti, Pedro Samuel (Defesa Civil) e os secretários Cristiano Batista (administração) e José Francisco (finanças) realizaram na tarde desta quinta-feira (07) uma reunião de avaliação dos serviços realizados em decorrências dos três temporais da última semana e para definir as próximas ações.

Segundo eles, levando e consideração que foram três fortes temporais, nos dias 27 e 29 de dezembro e 02 de janeiro, este com maior intensidade, foi avaliado que as ações e providências tomadas foram de acordo com o limite técnico, de maquinários e de pessoal que dispunha a prefeitura para atender a demanda por tantos serviços por conta das enchentes que provocou deslizamento de barrancos e encostas, queda de muros, árvores e pontes, alagamentos de residências e empresas.

No período a Defesa Civil, a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, e as equipes de manutenção de estradas e ruas, atenderam dezenas de ocorrências, tanto na cidade, como na zona rural.

Umas das que mais preocuparam o grupo de avaliação são as condições precárias de estradas rurais e de algumas pontes e tubulações na zona rural. Além da queda da ponte na estrada vicinal José Waldemar Mazzer, acesso a Tapiraí na Vila São Manoel, existem outras sete pontes e passagens d’água na zona rural, nos bairros Turvo dos Antunes, Pombal, Claro, Lavrinha, Boa Vista e Lageado, com problemas de queda ou rompimento de cabeceiras, e que elas serão prioridades, uma vez que o produtor rural depende desses acessos para escoarem as suas produções.

Com relação a tubulação (ponte) da Vila São Manoel,  que rodou com a chuva do dia 02, José Francisco disse que o projeto para reconstrução da passagem de água já está pronto e será feita no sistema de aduelas ao custo aproximado de R$ 115 mil. Obedecendo o que dispõe a lei 8.666, que disciplina as regras das licitações no Brasil, a obra será licitada dentro de um prazo mínimo de 45 dias, com prazo de execução, após a emissão da ordem de serviço e início da obra, de 60 dias para sua conclusão.

A prefeitura está postulando recursos dos governos federal e estadual para execução da obra, mas, se não conseguir, serão utilizados recursos próprios do município. O setor jurídico está tentando junto ao Tribunal de Contas, devido a necessidade e urgência, a dispensa de licitação para contratação de uma empresa e, consequentemente, a obra seria concluída num prazo menor.

O grupo avaliou como satisfatória uma série de ações e serviços executados recentemente, como operação tapa buraco, na zona urbana, e recuperação de estradas rurais, e que elas serão intensificadas, até porque muitos dos serviços executados terão que ser refeitos, uma vez que a maioria foram destruídos com os temporais.

Angelo Paiotti, vice-prefeito e que também coordena as equipes de trabalhos da secretaria de desenvolvimento rural e meio ambiente, disse que a equipe de reconstrução de pontes na zona rural conta com apenas três profissionais e que está dando prioridade para aquelas localizadas onde que não existem outros meios de acesso, ou desvios. A Prefeitura está analisando a possibilidade, de acordo com a lei, de terceirizar o conserto de algumas dessas pontes e passagens d'água.

Da mesma forma, a recuperação de estradas rurais, bastante danificadas com as chuvas, a prioridade são aquelas em situações mais críticas, que não contam com desvios, onde estão sendo feitos pedregulhamento em pontos de encalhe. Diante de tantas ocorrências e das limitações financeiras, da legislação, de maquinário e pessoal, Paiotti pede paciência para a população para aguardar que os serviços sejam realizados e solicita que se algum munícipe tiver alguma dificuldade com sua estrada rural que informe e protocole um pedido na Casa da Agricultura.

DengueUma das ações a serem realizadas nos próximos dias será a de combate ao mosquito Aedes Aegypt, transmissor da dengue, febre chikungunya e zyca vírus, que causa microcefalia em bebês. Em 2015, Pilar do Sul registrou mais de 30 casos de dengue.

A prefeita Janete determinou que as secretarias realizem uma força tarefa, uma ação conjunta que envolvam os setores de fiscalização, de limpeza e manutenção, de trânsito, de saúde, etc., a fim de fazer uma ampla atuação nos bairros para orientar, fiscalizar e autuar os infratores que descaram objetos e materiais inservíveis em terrenos baldios, e recolher este material.

Outra ação que Janete determinou que seja criado um local específico, denominado “Eco Ponto”, onde a população possa descartar objetos, como sofás, armários, podas de árvores, restos de construção, etc., para que posteriormente a Prefeitura os remova para o local adequado de descarte, o “Bota Fora”, que fica localizado no bairro Avaré, próximo ao aterro sanitário, na zona rural.

A orientação é que a população evite descartar lixo, materiais inservíveis, restos de construção, etc., em terrenos baldios e as margens dos córregos e matas, o que além de contribuir para a proliferação de insetos, como o mosquito da dengue, contamina o meio ambiente e confere um aspecto visual ruim a cidade. Se identificado o infrator pode ser multado.

Da mesma forma, serão intensificadas a fiscalização quanto a limpeza e capina de matos em terrenos e calçadas, que é de responsabilidade dos seus proprietários e que, se não o fizerem, estão sujeitos a multa. Recentemente a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu (leia aqui) a utilização de herbicida, os populares mata-mato. Com isso a capina deve ser feita de forma manual, e a prefeitura conta com equipe muito reduzida para executar esse tipo de serviço e, por isso, solicita a compreensão de cada munícipe para limpar o mato nos seus terrenos e das calçadas em frente as suas residências.

A prefeita Janete ressaltou e agradeceu o empenho e auxílio de todos diante das recentes ocorrências, “principalmente os funcionários públicos que, mesmo em horário de folga, deixaram os seus momentos de lazer e os festejos do ano novo e atenderam a convocação para auxiliar nos trabalhos, mesmo embaixo de chuva”, disse.

“Estamos trabalhando muito para reparar todos os estragos, as estradas rurais, as pontes, etc., e estou em busca de recursos dos governos estadual e federal para as obras necessárias, mas se não conseguir vamos utilizar recursos próprios e executá-las, porque são importantes e a população não pode esperar”, disse Janete.

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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1 comentários:

Anônimo disse...

Faz muito bem...Isso aí janete multar os donos de lotes e calcadas cheio de mato...aí vão acordar pra limpeza...taca lhe pau..

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