Três residências na Nova Pilar apresentam rachaduras e são parcialmente interditadas

Casa de Dona Cacilda com rachaduras / Fotos: Sérgio Santos.
Após as fortes chuvas do último final de semana, pelo menos seis residências na rua Antonio Vieira Murat, no Jardim Nova Pilar I, apresentaram rachaduras e três delas foram parcialmente interditadas pela Defesa Civil que percebeu risco iminente das edificações caírem.

Os moradores alegam que as rachaduras começaram a aparecer há pelo menos cinco anos, depois que foram feitos corte nos barrancos nos lotes da avenida Pe. Benedito Mariano, que fazem fundos para o seus terrenos, e aumentaram com as chuvas de sábado, 02.

Cacilda Souto Ferreira Duarte, 50, que teve parte da sua residência interditada, relata que reside no local a 29 anos e aponta os cortes no barranco, sem a construção de muro de arrimo como uma das causas. “Há cinco anos começaram a aparecer as rachaduras, mas com tanta chuva as rachaduras aumentaram”, disse. “Agora vamos ter que desocupar e não temos para onde ir, precisamos consertar a casa e não temos condições”, completou Dona Cacilda, que tem uma edícula e um porão e são estes os setores interditados na sua residência. “Precisamos de ajuda da Prefeitura, porque está difícil”, disse.

“Vimos nestas casas o risco de iminente de cair. Elas foram interditadas parcialmente porque apresentaram rachaduras nas edículas, construções feitas posteriormente, que as vezes não tem a amarração necessária com a construção e, com a possível movimentação do solo, devido ao encharcamento do solo, apresentaram rachaduras de até 11 centímetros”, disse Pedro Samuel de Camargo, coordenador municipal da Defesa Civil. “As famílias estão sendo orientadas do risco e da necessidade de resolver o problema, seja demolindo as edículas ou consertando-as”, salientou.

A Prefeitura colocou à disposição dos moradores espaços públicos onde as famílias poderiam ser abrigadas provisoriamente. Segundo a Prefeitura, nenhuma delas aceitou.

O secretário Mauricio de Carvalho, de Assistência Social, disse que o setor já atendeu outras quatro famílias, que tiveram suas casas alagadas, as beneficiando com o aluguel social, cujo valor máximo do benefício é de meio salário mínimo. “As pessoas que não tiverem condições devem nos procurar na Assistência Social”, disse Carvalho.

Tantos os lotes na Pe. Benedito Mariano, como os da rua Antonio Vieira Murat, são particulares e os seus proprietários devem buscar uma acordo amigável, ou uma ingressar com uma ação judicial para resolver o litígio.

Segundo a Defesa Civil, na sexta e no sábado choveu 150 milímetros, que corresponde ao esperado para ao mês inteiro. Na semana passada o acumulado das chuvas alcançou 240 milímetros de precipitação. Um milímetro corresponde a 1 litro de água por metro quadrado.

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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5 comentários:

Anônimo disse...

Há de se responsabilizar pelos danos quem realizou os cortes nos barrancos.

Daniel Lemes disse...

presisa ver uma ponte quebrada na rua PADRE CAETANO rua em frente deposito agro maia esta rodando ate o asfalto ainda passando pessoas correndo risco

Anônimo disse...

Vai virar pinguela também.

Aqui é assim. A ponte roda vira pinguela. Depois vira pinguela com gradinha.
Cadê a ponte que iriam construir na rua da ACE. Fizeram aquela pinguela meio estilizada que deveria ser uma ponte.

Anônimo disse...

2009,2010,2011,2012,2013,2014,2015,2016................( ELEIÇÕES MUNICIPAIS )
Somente na época de eleições, vão prometer que esta ponte vai ser construída, fiquem atentos a quem irá bater a sua porta para pedir voto, pergunte se ja passou pelas pinguelas, faltou vontade dos prefeitos porque dinheiro tem.

Anônimo disse...

Desde 2009 o prefeito na epoca passou seus 4 anos e não mexeu uma palha, entrou outro em 2013 também não fez nada, a unica coisa que fazem é ir com a maquina e abrem cada vez mais a encosta do riozinho, tiram terra, sujeira e o buraco cresce cada vez mais. E AI PREFEITA JANETE o que você me diz sobre estas pontes ? Passaram se 4 anos, sei que este ano ja não podem mais e ai, como fica o povo que necessita daquele lugar ? E as casas que lem próximas não correm riscos ?

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