Polícia detém responsável por criar perfil falso de Angelo Paiotti no Facebook

Delegado Andreoli e o inquérito de quase 100 páginas.
Foto: Sérgio Santos.
O setor de investigação da Polícia Civil de Pilar do Sul identificou o responsável por criar um perfil falso na rede social Facebook para se fazer passar pelo vice-prefeito Angelo Paiotti e assediar menores de idade.

O caso veio à tona no início do mês de setembro (leia aqui) quando Paiotti foi avisado por uma das vítimas dos assédios. O vice-prefeito acionou o seu advogado que formulou uma denúncia e registrou um boletim de ocorrência para que o crime fosse apurado e o responsável identificado e responsabilizado.

Segundo a polícia, o autor do perfil 'fake' é o funcionário público municipal Altair de Oliveira Pinto, 34 anos, agente comunitário de saúde, lotado no Posto de Atendimento Médico (PAM) do Jardim Nova Pilar.

Nesta segunda-feira (01/02) a equipe do delegado Milton Andreoli cumpriu um mandado judicial de busca e apreensão, expedido pela juíza Karina Jemengovac Perez, na residência do acusado, no Jardim Nova Pilar, e apreendeu o computador utilizado por ele.

O funcionário público foi detido e encaminhado para a Delegacia onde prestou depoimento e foi indiciado pelos crimes de falsa identidade e assédio sexual, com a agravante de ter sido praticado contra menor de 18 anos.

Altair confessou o crime e disse que agiu por vingança. Ele alegou que há cerca de dois anos foi aprovado num concurso público da Prefeitura, mas, por culpa de Paiotti, que alegou falta de verba, não foi convocado para assumir o cargo e que, enquanto isso, diversos cargos comissionados ocupavam funções inúteis na Prefeitura (sic).

O agente de saúde confessou os assédios contra a adolescente e que, se passando por Paiotti, ofereceu emprego e vantagens pessoais exigindo em troca que ela enviasse fotos íntimas. O objetivo, segundo ele, era que a adolescente espalhasse pela cidade que o vice-prefeito assediava menores de idade. Ele admitiu que conversou com outras mulheres, que não se recorda os nomes, mas nada comprometedor.

Após ser ouvido e assinado a confissão, o servidor público foi liberado e responderá o inquérito em liberdade. Além dos crimes de falsa identidade e assédio sexual, o acusado poderá ser processado por danos morais causados a Angelo Paiotti e, ainda, ser submetido a um processo administrativo, que poderá até resultar na sua demissão da Prefeitura.

Investigação

Para o delegado Milton Andreoli, está comprovado que Altair de Oliveira Pinto criou o perfil falso no Facebook com o objetivo de assediar mulheres e imputar os seus crimes ao vice-prefeito Angelo Paiotti.

Uma das vítimas, uma adolescente de 17 anos, colaborou com as investigações e forneceu as mensagens salvas no computador, que foram anexadas ao inquérito e, a partir delas, foi possível rastrear e identificar o responsável pelo perfil falso.

A adolescente trabalhava em uma entidade subvencionada pela Prefeitura e relatou que o 'fake' ofereceu a ela um emprego melhor e vantagens pessoais, como dinheiro e celular, mas que, como ela não aceitou, o suposto Paiotti passou a ameaçar com a demissão do emprego na entidade, foi quando ela suspeitou que era um perfil falso.

Com base nas informações, o delegado Andreoli e a equipe de investigação, composta pelos agentes Reinaldo Fabri, Cristiano, Edison Ferreira e José Aparecido, obteve uma ordem judicial obrigando o Facebook a fornecer os dados do perfil falso.

Com os dados da conta e o IP (Internet Protocol) do computador onde foi criado a conta falsa, os investigadores descobriram o provedor de internet, localizado em Pilar do Sul, e do provedor obtiveram todos os dados do falsário, como nome do responsável e o endereço da sua residência, no Jardim Nova Pilar.

Outro fato que ajudou na elucidação do crime foi que o falsário ligou para a adolescente e, após uma ordem judicial de quebra de sigilo telefônico, a ligação foi rastreada, o identificou e se tornou mais uma prova contra Altair Oliveira Pinto.

O delegado Andreoli disse que o computador do falsário será periciado para descobrir se existem outras vítimas, ou mais provas dos crimes, como fotos de adolescentes.

A investigação contou com o auxílio do Laboratório de Análises de Crimes Eletrônicos (LAB-E) do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIPOL) do estado de São Paulo.

Internet não é um território sem lei

Para o delegado Milton Andreoli o caso deixa claro que a internet não é um território sem lei e que os crimes virtuais tem as mesmas consequências e punições dos crimes físicos.

“Ninguém pode utilizar a internet para caluniar, difamar, imputar informações e acusações falsas a outrem, porque incorre nos mesmos crimes e penas dos crimes comuns”, explica. “Hoje existem as delegacias especializadas em crimes virtuais e a mesma tecnologia que permite um falsário realizar crimes na internet, nos permite identificar esse tipo de criminoso. Um exemplo disso é o LAB-E, um órgão da Polícia Civil especializado em crimes virtuais, que nos auxiliou nessa investigação”.

Paiotti diz que está aliviado e vai processar o falsário

Ouvido por nossa reportagem o vice-prefeito disse que está aliviado por ver o caso esclarecido e ficar provado que o perfil em questão não foi criado por ele e, muito menos, os crimes imputados a ele não eram verdadeiros.

Quanto a justificativa apresentada por Altair, Paiotti disse que é apenas vice-prefeito e que não cabe a ele convocar, ou não, servidores aprovados em concurso público.

“Todos sabem a função de um vice-prefeito, sou um colaborador da prefeita Janete e só assumo esporadicamente a Prefeitura em suas férias, ou por uma licença médica da prefeita. Convocar, ou não, alguém aprovado em concurso é prerrogativa do executivo, através do setor de recursos humanos, mas mesmo que fosse nada justifica uma atitude dessa de criar um perfil falso com o objetivo de atribuir a mim, crimes que não cometi. Não se faz isso comigo e com ninguém”, disse Paiotti.

O vice-prefeito confirmou que vai processar o falsário. “Sim. Vou acioná-lo judicialmente por danos morais”.

Processo administrativo na Prefeitura

O secretário Cristiano Batista (recursos humanos) informou que o servidor Altair de Oliveira Pinto é funcionário concursado na prefeitura desde julho de 2015 no cargo de agente comunitário de saúde e ainda está no período probatório – aprovado em concurso realizado no ano de 2013. Em novembro de 2014 ele prestou um novo concurso para analista de RH e ficou em terceiro lugar e, ainda não foi chamado para assumir a nova função. Batista disse que o caso e a conduta do servidor será analisado dentro de um processo administrativo, que poderá resultar em várias punições, que vão desde advertência, suspensão (com prejuízo de salário) até, em último caso, a exoneração por justa causa.

O advogado Juarez Rodrigues, secretário de negócios jurídicos da Prefeitura, disse que em casos como esse o procedimento correto será instaurar um procedimento administrativo disciplinar (PAD), sendo, nesse caso, dispensada a sindicância (investigação), por conta de que os fatos já terem sido esclarecidos pela Polícia Civil. Em relação ao novo cargo do qual o mesmo foi aprovado, a decisão de contratá-lo dependerá da pena aplicada no PAD, se for demissão por justa causa, muito provavelmente ele perderá também o direito de assumir o novo cargo.
O perfil 'fake' criado pelo falsário no Facebook. Veja mais aqui / Foto: Arquivo / Sérgio Santos.
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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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23 comentários:

Anônimo disse...

Com certeza tem que ser demitido por justa causa e responder a esse processo...q absurdo

Anônimo disse...

Realmente não conhecemos as pessoas!!!!

Anônimo disse...

Não tem nada a ver mistura pobrema pessoal do vice prefeito com trabalho só porque ele é funcionário da prefeitura se não foi no trabalho
Nada ver

Anônimo disse...

Conheço o Altair, sempre foi trabalhador e correu atrás de suas obrigações, errou levado pela emoção e pelas dificuldades da vida, sei que não justifica, mas é preciso ter uma segunda chance para corrigir seu erro e continuar lutando pela vida, como todos nós fazemos.

Anônimo disse...

Engraçado né anônimo das 16:58 se fosse sua filha que o vagabundo estivesse assediando, será que vc daria uma nova chance? Didiculdades todos temos,mais daí querer incriminar um inocente por motivo fútil só nos leva a saber que esse Altair não tem caráter. Se vc anônimo fosse preso por injustiça acusado de pedofilia iria gostar? É sem vergonha mesmo, tanta gente trabalhando na roça e o cara fazendo sacanagem pq não tem coragem de enfrentar a vida.

Anônimo disse...

Este idiota tem que ser demitido com qual confiança a população vai deixar um monstro desse entrar na sua casa como agente de saúde. Eu estou desempregada e também estou a espera no concurso e nem por isso vou fazer vingança esse é pessoa do mal sim

Anônimo disse...

Nem por isso vou atrapalhar a vida de alguém ainda mais um crime

Anônimo disse...

Cadeia para esse palhaço é pouco, assediando menores e querendo responsabilizar terceiros pelo crime, além de bocó, ingênuo e sem formação moral, é um grande covarde que não tem a coragem de assumir seus erros. De inocentes precisando de uma segunda chance o inferno está cheio. O acusado deve responder criminalmente na forma da lei por todo seu erro. Xadrez nele...

Anônimo disse...

Pois é quem planta vento colhe tempestade, que sirva de lição para as pessoas maléficas, que querem algo de por vias do mal.

Anônimo disse...

não entendi pq ele vai ser demitido.
o crime q ele cometeu não tem relação com o emprego.
ele usou o computador dele, fora do horario do serviço...
vai ser demitido pq a vitima foi o vice prefeito?!
isso é jusiticativa?????

Anônimo disse...

fazer vingança é moda

Anônimo disse...

O Anônimo das 07:24 de 03 de fevereiro não deve saber interpretar textos simples e bem redigidos e muito menos conhece as leis, mesmo que o cidadão use o seu próprio computador, fora do horário de trabalho, ele é um funcionário público municipal e usou o nome do Vice prefeito, fazendo chantagens no setor trabalhista municipal expondo o nome da vítima (Vice Prefeito) manifestando assédio moral e sexual indiretamente em nome da prefeitura, oferecendo emprego público municipal e outras vantagens conforme relato acima. Se o funcionário público fizesse um assédio para seus familiares você pensaria de outra forma...

Anônimo disse...

Me parece que ficou claro no texto que ainda NINGUÉM SERÁ DEMITIDO, mas que será instaurado um PROCESSO ADMINISTRATIVO que prevê várias punições, como advertência, suspensão e, em último caso, DEMISSÃO.

Vejamos o que diz a CLT:

CLT - Consolidação das Leis do Trabalho.

Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador:

a) ...
b) incontinência de conduta ou mau procedimento;
c) ...
d) ...
e) ...
f) ...
g) ...
h) ato de indisciplina ou de insubordinação;
i) ...
j) ...
k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;
l) ...

Anônimo disse...

Suspenso ou não. Demitido ou não (...) a imagem do Altair já sujou

Anônimo disse...

Pessoal que vergonha esse cidadão fazer isso,senhores não devemos julgar para não sermos julgados,as leis estão ai para serem cumpridas,e com certeza a punição vai ser de acordo com nossas leis,de forma alguma eu estou a favor de um abuso como este e na minha opinião de fora, vendo tudo isso, eu o mandava embora por justa causa sim.E se fosse ele mudaria de cidade de tanta vergonha credo em cruz.AFFFFFFFFF.Não sabemos ate onde vai a maldade das pessoas.

Anônimo disse...

A gente que olha de fora pro assunto, talvez nem possa imaginar a que condições ele deve ter sido submetido pra confessar.Em minha casa várias pessoas usam o computador, mas se alguém fizer algo de errado eu é que pago o pato, porque a internet está em meu nome.Quem sabe com ele não está acontecendo isso.Agora demitir uma pessoa por problemas pessoais, já é demais também, e o Sr Angelo que não é nenhum santo, já que a polícia já culpou alguém, devia parar e deixar o cara em paz, vai pedir indenização por danos morais de um cara que ganha um salário mínimo, sendo ele um empresário conceituado.

Anonimo disse...

ANONIMO DAS 12:47
o fato de uma pessoa ser julgada e condenada nao cabe aqui dizer que e pessoal, pois quem vai julgar nao e a vitima e sim um juiz.
a demissao ou nao se deve a um processo administrativo aberto pela prefeitura da qual apesar de ser vice prefeito nao ha subordinacao do setor para com ele.
agora, a indenizacao ela cabe quando a vitima se sente prejudicada, moral ou civilmente por atos indevidos de outrem.
agora refetimos, e se fosse o contrario, que a seduzida resolvesse ir a delegacia e dizer que o Angelo VERDADEIRO havia feito tal coisa.
o estrago estaria formado, e, ate provar o contrario as coisas tomariam rumos que nem queremos pensar.

Unknown disse...

Boa tarde, Não sou a pessoa acima mas vou me manifestar meu nome é Jair Martins Fernandes, trabalho na unidade de Saúde que o acusado trabalha. Primeiro, um dia Jesus estava ajoelhado escrevendo no chão, quando chegaram vários lideres religiosos e fariseus e agarrando uma mulher e a acusando de adultério perguntaram: mestre a lei de moisés manda que uma mulher pega no ato de adultério seja apedrejada e Jesus continuando escrevendo não diz nada, os homens lhe perguntam a mesma coisa de novo e ele lhes diz: quem não tiver nenhum PECADO que atire a primeira pedra. Como eu tenho muitos não vou apedrejar alguém que é um ser humano e meu semelhante. Concordo que os erros cometidos tem consequências e essas judicialmente quando sua culpa realmente ficar comprovada ele como todo cidadão terá que arcar com as consequências. Mas gostaria de dizer que cada um de nós precisamos olhar para dentro de nos mesmos e analisarmos quantos pecados ocultos temos escondidos em nossas vidas. Deixem a justiça seguir o seu curso, mas lembrem-se com a mesma medida que julgares um dia você também será julgado.

Anônimo disse...

senhor anônimo de 12:47, se o Altair for demitido o que mem sabemos se vai ocorrer, não é por problema pessoal e sim por um crime que cometeu contra a moral de várias pessoas tanto as vitimas de assédio ou pedofilia se tratando de menor e a vítima de falsidade e injúria. A indenização se caso ocorrer é por danos morais, não importa se é empresário ou não.E não vem ao caso ser"santo",quando o senhor Altair está cometendo um crime.Quem sabe se essa não foi uma desculpa para cometer atos de abuso.

Jair martins fernandes disse...

Entrando no blog me deparei com essa triste notícia, e observando os comentários queria me posicionar não como anonimo. Um dia Jesus estava ajoelhado fazendo rabiscos no chão, e vários lideres judaicos e fariseus lhe trouxeram presa uma mulher que havia sido pega em pleno ato de adultério, nua e exposta, e lhe perguntaram: mestre essa mulher pela lei deve ser morta por apedrejamento o que o senhor diz? E Jesus sem responder nada continua escrevendo no chão. Eles inconformados com o silêncio voltam a questionar o que devia ser feito com ela, e Jesus levantando os olhos para eles diz: aquele que não tiver um único pecado sequer que atire a primeira pedra e um a um foram indo embora. Vamos deixar que a justiça siga seu curso normal e se ficar comprovado por a mais b que ele é culpado a Justiça lhe imputara uma pena que ele terá que cumprir. Não compactuo com os erros mas tenho misericordia do ser humano, não vou julgar porque sou cheio de erros e pecados. Mas todos somos seres humanos erramos em graus e medidas diferentes mas erramos. Vamos ver além do erro e enxergar com os olhos de Deus. O Altair tem filhos inclusive uma criança de 1 mes de idade e uma esposa. Vamos ter um pouco mais de prudencia porque nessa historia existem varias vidas que podem ser arruinadas por um erro. Para encerrar lembrem-se todos com a mesma medida que julgamos os outros um dia seremos julgados pelo nosso Criador.

Anônimo disse...

De uma coisa eu sei, seja como vítima ou não o SR Angelo perde muitos votos com essa história, principalmente da população mais humilde, haja visto que o rapaz é de família humilde e sustenta seus filhos com esse salário.Claro isso não é desculpa pra fazer o que fez, mas eu como cidadã, apoiaria se o vice-prefeito chamasse o rapaz para uma conversa e o perdoasse, mostraria que ele é uma pessoa de bem... Essa é minha opinião claro, pessoas tem opiniões diferentes.

Anônimo disse...

Um erro não justifica o outro, se for pensar em terceiros que poderão ser prejudicados com uma determinada punição na forma da lei em cima de um ato ante social e criminoso como esse é melhor não existir poder judiciário e inocentar todos os criminosos, não é pelo simples fato do cidadão ser casado e ter um filho que lhe dá o direito de sair cometendo abusos criminosos contra quem quer que seja. Esqueçamos o político e o funcionário publicado, o assunto em questão é o ato criminoso contra menores na rede social acima citado...

Anônimo disse...

Anônima das 17:42 , concordo com você, essa história já foi longe demais, deixem o cara viver agora.

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