Terceira vítima do acidente na rodovia SP-250 é sepultada em São Miguel Arcanjo

Paulo Caetano / Foto: Reprodução do Carteira de Trabalho.
Terminou nesta segunda-feira (21) o sofrimento da família de Paulo da Silva Caetano, uma das vítimas fatais do trágico acidente ocorrido na quinta-feira, 17 de março, na rodovia Nestor Fogaça (SP-250), quando dois carros bateram de frente, se incendiaram e três pessoas morreram (leia aqui e aqui).

A saga da família começou já na noite do acidente. Avisado do ocorrido, Miguel, pai de Paulo, veio para Pilar do Sul e desde então tentava a liberação do corpo do filho para dar-lhe um sepultamento digno.

Como o corpo ficou carbonizado, o que dificultou a identificação, e por questões burocráticos, a família percorreu as delegacias de Pilar do Sul e Sorocaba, IML e funerárias até que na tarde de ontem obtiveram a liberação do corpo.

Paulinho, como era conhecido, foi velado por apenas meia hora e sepultado as 19h no cemitério São João Batista, em São Miguel Arcanjo, sua cidade natal.

Paulo da Silva Caetano, tinha 30 anos, era auxiliar de serviços gerais e residia na Vila Xisto. Separado recentemente, ele deixa a família e quatro filhos, de 12, 10, 05 e 03 anos de idade.

“Era trabalhador, honesto e tudo que a gente quer agora é dar a ele um sepultamento digno e pôr um fim a esse sofrimento da família”, disse a cunhada Gislaine que, ao lado do sogro Miguel e de um irmão de Paulinho, estavam na Delegacia de Polícia de Pilar do Sul no início da tarde de ontem realizando os últimos trâmites para a liberação do corpo do ente querido.

Motorista se apresenta à polícia

O motorista do Nissa Sentra, José Ramos Neto, 30 anos, que, de acordo com a Polícia, teria provocado a colisão e fugido do local do acidente, se apresentou ontem (21) na Delegacia de Polícia de Pilar do Sul (leia aqui).

O empresário, que estava com a CNH e o licenciamento do veículo vencidos, alegou que quem provocou o acidente, ao tentar uma ultrapassagem mal sucedida, foi o motorista do Fiat Strada.

Ele negou que tenha fugido e disse não se recordar do que aconteceu após o acidente, já que permaneceu ferido e desmaiado no meio de um matagal distante cerca de um quilômetro do local e que só recobrou os sentidos as 11h horas da manhã do dia seguinte e foi para casa.

No boletim de ocorrência, registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, Ramos Neto está arrolado como autor do acidente. A delegacia informou que um inquérito será instaurado para ouvir testemunhas, analisar os laudos da perícia e apurar as causas e imputar responsabilidade pelo acidente.

Após ser ouvido pela equipe do delegado Milton Andreli, Ramos Neto, que estava acompanhado por seu advogado, foi liberado.

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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