Pilarense é a primeira mulher presidenta do Diretório Central dos Estudantes da UNISO

Nicole Carvalho, 20 anos, estudante de direito, vai presidir a entidade até 2018 
Nicole Carvalho / Foto: Divulgação.

Em eleição realizada no dia 10 de maio, a pilarense Nicole Carvalho foi eleita presidenta do DCE – Diretório Central dos Estudantes, da Universidade de Sorocaba (Uniso). Em um pleito inédito, com chapa única, Nicole recebeu 1.309 votos, dos 1.348 eleitores, com apenas 39 votos nulos.

Nicole, que está no quinto semestre do curso de direito, é vice-presidenta do Centro Acadêmico de Direito Alexandre Vannucchi Leme e vice-presidenta regional da União Estadual dos Estudantes (UEE) do estado de São Paulo.

Em sua página no Facebook, Nicole agradeceu os votos e a confiança dos colegas e ressaltou que sua eleição significa mais uma vitória para a luta das mulheres, que cada vez conquistam mais espaços na sociedade.

“Nossa gestão se dedicará a atender as demandas apresentadas pelos estudantes, para tornar a Uniso uma universidade popular e do tamanho dos nossos sonhos. Nosso movimento vem pra desconstruir todas as práticas machistas, racistas e lgbtfobicas (discriminação de gênero). Seremos a gestão que pintará a Universidade de Sorocaba com a cara do povo, que no próximo período lutará contra o aumento abusivo das mensalidades e contra os ‘tubarões de ensino’ ”, disse.

“Agradeço a todas e todos que nos ajudaram na construção deste movimento. E, a quem possa interessar, a luta só começou”, finalizou Nicole.

Leia abaixo, reportagem publicada no site da UEE:

DCE UNISO terá uma mulher pela primeira vez na sua presidência
Foto: Divulgação.

Por Sara Puerta - Com o retrocesso batendo na porta com um governo sem mulheres,  a luta pela empoderamento feminino só cresce e fica ainda mais urgente. Portanto, comemoramos que no movimento estudantil a representatividade está em alta. No DCE Uniso ( Universidade de Sorocaba), entidade que existe há 16 anos, elege pela primeira vez uma mulher para sua presidência. A estudante Nicole Carvalho, 20 anos, atual vice presidenta do CA Alexandre Vannucchi Leme, do curso de Direito, na qual está no 5º semestre, ficará a frente da entidade até 2018.

Ela assume a entidade em um período de intenso debate político e firme na fiscalização do direitos dos alunos da universidade. 

A UEE-SP falou com a Nicole para saber quais são suas perspectivas para os próximos dois anos.

* Como foi o processo de eleição desse ano para o DCE?

A Uniso tem um histórico de disputa nas eleições do DCE, então foi uma surpresa para nós quando soubemos que seriamos chapa única, porém o trabalho foi dobrado.  Construimos uma chapa com 184 estudantes, alcançando 40 cursos da Universidade e procurando ocupar todos os semestres. Obtivemos o resultado de 1.348 votos, sendo 1.309 para a chapa e apenas 39 nulos. 

* Em que as aspectos você enxerga que a entidade tem que avançar?

Necessitamos que mais estudantes se envolvam com o DCE para que possamos construir uma entidade mais forte, avançar cada vez mais nos debates sobre o movimento estudantil, nas politicas públicas para os estudantes, entre outras coisas. 

* Como o DCE se posiciona na atual crise política do país? Houve mobilizações e debates?

A entidade se posiciona a favor da democracia, contra os cortes na educação e contra o ajuste fiscal. Dentro da universidade existe o Comitê Contra o Golpe, portanto todas as mobilizações, debates, intervenções são feitas por meio dessa organização. Foram realizados debates  e intervenções como ato e o varal do golpe, e está previsto para o dia 3 de junho mais um debate,  no Campus Trujillo. 

* Quais seus planos para os próximos dois anos? Como vai intensificar o debate feminista?

Foi uma vitória muito grande para a luta das mulheres me eleger como a primeira presidenta do DCE Uniso. Nossa gestão vem pra desconstruir todas as praticas machistas, racistas e lgbtfobicas e por isso criamos diretorias especificas para fortalecer o debate dentro da Universidade. Somos a gestão que pintará a Universidade com a cara do povo, que no próximo período lutará contra o aumento abusivo das mensalidades e contra os "tubarões de ensino", iremos tornar a Uniso uma universidade popular e do tamanho dos sonhos dos nossos estudantes. 

* Como começou a militar no movimento estudantil?

Foi há um ano e meio. Me interessei pelo movimento estudantil através de um convite para ir num ato em defesa do Fies em São Paulo, a partir dai comecei a conhecer as entidades de dentro da Uniso e fora e me apaixonei. Uma grande influencia para entender a necessidade e importância de lutar foi a UJS (União da Juventude Socialista). 
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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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21 comentários:

Unknown disse...

ate você escrevendo errado ?

Sergio Santos disse...

Qual palavra estaria errada?

Unknown disse...

Presidenta ?
Melhorando o português petista
Pilarense é a primeira mulher a presidir o Diretório Central dos Estudantes da UNISO

Sergio Santos disse...

Uhnnn... muito bem, professor!... Agora pergunte pra Nicole Carvalho se ela é presidentE ou presidentA... abs

Maita disse...

É triste ver que a cada reportagem você parece desrespeitar a história que VOCÊ mesmo conquistou, como referência em jornalismo na cidade. Sempre escreve com um viés político enrustido, sempre passando opiniões pessoais de maneira discreta, mas altamente direcionada.

Pergunte então para Christine Legarde se ela é “presidenta” do FMI ou para Angela Merkel se ela é “chancelera” alemã, talvez Hillary Clinton, se eleita, se será “presidenta” dos E.U.A ou ainda Marissa Meyer, se ela é “presidenta” do Yahoo? Grandes mulheres enfrentam as dificuldades de ambientes extremamente machistas com extrema leveza e sabedoria e perseveram, não se preocupando com neologismos fúteis. Elas encaram os problemas reais e RESOLVEM! Não dependem de apadrinhamento político nem de arrendamento de cargos, como aquela que você defende subliminarmente aqui fez e por isso caiu.

Resumindo... Não PEDALAM!

Você deveria deixar o link para a entrevista na matéria, não simplesmente reproduzir. Desta forma, as pessoas poderiam ver o contexto geral em que a matéria está inserida e especialmente, qual o tipo de organização a UEE é.

REINALDO FABRI JUNIOR disse...

Sérgio...eu não tinha ideia da dificuldade do seu trabalho. Parabéns!

Erabio Pereira Da Silva disse...

Mais uma comunistazinha querendo fazer revolução! É a mesma praga do Lulopetismo aparelhando às universidades.

Unknown disse...

Só tenho 2 grau de escolaridade, mais tive bons professores, uma pena geração perdida.

Sergio Santos disse...

Pois é Reinaldo, estes são os 'publicáveis'... agora imagine o teor dos 'impublicáveis' que recebo... kkkk.... abraços!

Sergio Santos disse...

Falar “presidenta” é tão correto quanto “presidente”

Termo que já existia no vocabulário da Língua Portuguesa foi registrado em dicionário em 1899 e chegou a ser usado por Machado de Assis

Afinal, a palavra “presidenta” existe?

Sim, existe e está nos dicionários. Por exemplo, o Houaiss afirma que “presidenta” é “mulher que se elege para a presidência de um país”, ou “mulher que exerce o cargo de presidente de uma instituição”. Do ponto de vista formal, a palavra existe e poder ser usada em qualquer ocasião (discursos, textos, bate-papos).

FONTE: Carta Capital
Leia mais em: http://goo.gl/JyNS0l

Maita disse...

O Houaiss e o mesmo dicionario que diz que você pode deletar algo. Sim, deletar é um verbo segundo o Houaiss(sic). Registrado também na academia brasileira de letras, a mesma que elegeu Sarney um “imortal”. Machado de Assis, o mesmo que trabalhou como censor do império? Essas palhaçadas dos pseudo intelectuais de esquerda é que estão jogando o Brasil no caos.

Outros termos interessantes da “presidenta” foram: Saudar a Mandioca, ensacar o vento, mosquita e mulheres-sapiens. Realmente, muitos bons exemplos a serem seguidos.


Aliás...

Por que a UEE não mostra os fatos. Na verdade a menina não foi “rejeitada”, o que é muito diferente de ser eleita. A eleição foi chapa única. Também não fala o que diz o estatuto da Uniso. Por que a UEE não fala que a adesão ao pleito foi próxima de 12%, que em qualquer eleição séria não daria nem Quorum minímo. Isso não chega nem perto de representatividade. A Uniso é gigante, tem mais de 11 mil estudantes e pouco mais de 1000 votaram. Números parecidos com uma eleição de grêmio da escola padre Anchieta, por exemplo. Isso reflete o momento político ruim, o pessimismo que tomou conta dos jovens, especialmente aqueles que trabalham para custear seus estudos.

JK disse...

È tanta gente querendo ser superior a outro,que não tem tamanho,tudo isso é falta de ter o que fazer,estou satisfeitíssima com seu trabalho Sergio Santos,por isso somente ignore esses bestas!abraços amigo.

Léo Marcos Pereira disse...

Que eu saiba, UEE, UNE, UBE e varias outros "movimentos estudantis" do nosso País tem a mão dada com PT, PTdoB e outros partidos "comunistas" ou quem será que paga a conta dos congressos que estes promovem ? não e pouca coisa, congresso da UNE em Goiânia reuniu mais de 10.000 estudantes de todo Brasil ônibus de tudo quanto e lugar, alimentação para todos e toda estrutura, quem pagou ?

Angelo Bortolini disse...

Carta capital não é parâmetro, todos sabem que é uma meio de comunicação do PT.

Unknown disse...

Me responda que tipo de entidade a UEE é, até onde eu sei é uma entidade de movimento estudantil e que representa todos os estudantes universitários do estado de SP, se não está feliz sobre como ela é dirigirida, monta uma chapa no próximo congresso e a conduza no próximo período.

Unknown disse...

Bom gente, boa tarde. Irei esclarecer alguns pontos á vocês.

1. Segue-se um ritmo de lançamento de inscrição de chapa 15 dias antes da eleição, isso é previsto estatutariamente, portanto se nenhuma outra chapa se inscreveu é porque faltou interesse certo? Para além construimos um movimento que atinge 80% dos cursos da Universidade, a chapa foi inscrita com 184 pessoas, mas durante a campanha com a passagem em sala de aula, atingimos um número bem maior do que imaginavamos. Só para concluir no dia da eleição no período de aula da manhã tivemos a greve dos condutores e portanto só recebemos 600 estudantes dos 5 mil que temos de manhã, e ainda sim fechamos com 532 votos segundo ata das urnas.

2. A nossa gestão se iniciou com muita luta e conquistamos em duas semanas de gestão 30% do que estamos reivindicando.

3. A UNE presta contas todo final de gestão, compareça em uma das atividades e tire suas próprias conclusões.

4. Construimos um movimento suprapartidário. Dentro do DCE existem estudantes ligados a partidos politicos, mas 90% deles não tem nenhum posicionamento. DCE é politico, qualquer ato é politico. O que diferencia é que nós não nos posicionamos politicamente,não defendemos nenhum partido enquanto entidade. Fora da Universidade todos nós temos nossa posição, porque no Brasil "ainda" podemos nos manifestar sem sermos censurados.

4. O termo Presidenta existe sim no vocabulário, e isso não deve ser taxado como "petista" mesmo porque não sou do PT. Foi registrado no dicionário houassis em 1546 e já usado por Machado de Assis. Não está, você tem a liberdade de falar “presidente” para referir-se a uma presidente mulher ou outra chefe máxima do executivo sem cometer erro algum. Mas é sempre bom respeitar a forma como uma pessoa se autodenomina, é um sinal de respeito “Devemos chamar as pessoas pelo que elas gostam de ser chamada."

5. As atas de eleição e posse estão disponíveis para todas e todos estudantes estarem averiguando o quanto a minha gestão é legitima, reconhecida pelos estudantes e pela Universidade. Segundo o estatuto pode-se ocorrer a eleição ou apenas uma assembleia para empossar a "chapa única". Lembrando que em 16 anos é a primeira vez que não temos disputa nas eleições do DCE UNISO.

Agradeço a todas.

Beatriz Nicole Reisanskas de Carvalho
PRESIDENTA DO DCE UNISO
VICE PRES. REGIONAL DA UEE SP

Rafael Rechinéli disse...

Se até a Academia Brasileira de Letras reconhece Presidenta como uma forma correta de se referir à Dilma, quem seria eu para levar logo a opinião do Maita em consideração, né? VAI TER NICOLE PRESIDENTA SIM! #GestãoVozAtiva

Maita disse...

1 - É triste que você pense assim, pois todas as opiniões devem ser consideradas, seja qual for o seu teor.

2 – Faça isso. Deixe que a ABL paute o que é verdadeiro sobre o idioma. Só avise Portugal, que achou péssima a condução brasileira do novo acordo ortográfico. Aliás, aproveite e me explique por que eles precisam de uma espada?

3 - Ela ser presidenta ou não, tanto faz. A discussão não iniciou por isso e nem tinha isso como foco.

4-Você parece ser suficientemente bem informado para saber que o que ela conseguiu foi uma grande conquista, mas não parece ser suficientemente informado para ver a forma como a UEE levanta a questão.

5-Quando usar suas hashtags, provavelmente em seu iphone, pense em como seria bom viver em um ambiente socialista, tão defendido pela UEE. Pense que toda noção de propriedade seja perdida e o valor do seu trabalho diluído.

A questão é: O blog é de notícias ou panfletagens?

Maita disse...

Não disse que tinha a resposta. Disse que o Link deveria ser postado para que as pessoas acessassem e assim, pudessem ver qual tipo de entidade a UEE é.


Mas não fugindo de sua pergunta. A UEE é o tipo de entidade que já teve Zé Dirceu como presidente.

Marcia Moura disse...

O termo existe por força de lei, sancionada pela presidentA Dilma.
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 12.605, DE 3 DE ABRIL DE 2012.


Determina o emprego obrigatório da flexão de gênero para nomear profissão ou grau em diplomas.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas expedirão diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.

Art. 2o As pessoas já diplomadas poderão requerer das instituições referidas no art. 1o a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino.

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 3 de abril de 2012; 191o da Independência e 124o da República.

DILMA ROUSSEFF
Aloizio Mercadante
Eleonora Menicucci de Oliveira

Maita disse...

Alguns pontos permanecem sem esclarecimentos.


1-A greve foi anunciada com antecedência. Os movimentos sindicais já sinalizavam com ela havia tempo. As diretorias de empresas estavam cientes, logo, imagino eu, outros setores da sociedade organizada também. Para isso é que deveria existir uma comissão eleitoral independente, sem membros de chapas, apenas fiscalizadas pelos mesmos.


2-Contra números não há argumentos, dês de que sejam sólidos. 30% de quê?


3-Nestes casos, números sempre são mágicos. As contas sempre fecham, sejam contas de governo ou de instituições como a UNE, pois não há o devido rigor na apuração, tão pouco restrições quanto ao momento em que as contas fecharam. Não há uma avaliação contínua por parte de órgão competente. As contas submetidas para avaliação são sempre as do exercício anterior. Até aí, muita coisa pode acontecer.


4-Falar em movimento suprapartidário e mencionar a união das juventudes socialistas é no mínimo um equívoco. Além do que, o discurso “contrário ao golpe” vai contra ao legalismo de um movimento dito suprapartidário, pois o dito golpe é um processo legal previsto na constituição.


Falar que não há posicionamento político e ao mesmo tempo dizer que há um ciclo de debates contra o golpe é mais uma das ambiguidades do seu discurso, que repito, não combina com o dito posicionamento apolítico.


Sabe o que é triste? Esse alarmismo de colocar o ainda entre aspas, como se estivéssemos a beira de uma crise democrática onde os direitos individuais estivessem com os dias contados devido a transição política. Além do mais, esses 90% apartidários que menciona parece apenas um chute, ou você tem a certidão negativa de filiação partidária de 165 membros da chapa? Também não é necessária a filiação no papel para que ocorra militância e o engajamento como um todo.



5-(O seu segundo 4)O termo presidenta, como a questão foi levantada, ficou altamente colado à figura petista já que em uma tentativa de mostrar força quado de sua eleição, a “presidenta” Dilma achou que estava criando o termo e mostrando para que tinha vindo. Quando isso ocorreu, todo mundo começou a olhar para trás e ver se a palavra de fato eixistia. Houve então uma pesquisa realizada pelas lexicólogas Marina Baird e Renata de Cássia Menezes da Silva que encontrram registros do substantivo feminino “presidenta” dês de 1872 e oficialmente dês de 1925. E Ao contrário do que se é defendido, o termo presidenta teria surgido de maneira jocosa e machista, buscando diminuir de alguma forma as gestões femininas.


Mas vejamos o que dizem as regras da língua portuguesa:


Vejamos os casos dos derivativos verbais, mais especificamente os do verbo ser, que neste caso é “ente”, que não permite flexão de gênero. Como exemplo temos o termo atacante, tanto para futebol masculino como para o feminino, não permitindo o termo “atacanta”, que fecha o raciocínio para “presidenta”. Mesma linha.



Segundo ponto.


Impossível o termo ser associado a presidenta em 1546, pois entre 1500 e 1530 o Brasil ficou completamente abandonado, com o início das capitanias hereditárias apenas em 1534. O Brasil teve um governador geral, e portanto a ideia de coletivo nacional, apenas em 1549, muito antes de qualquer dicionário ou acordo ortográfico por essas terras. Por tanto, sua data de 1546 é impossível.

O dicionário Houaiss tão pouco poderia existir, já que Antônio Houaiss, de quem o dicionário toma nome, nasceu apenas em 1915. Mais um deslize.


6-Ninguém questionou sua gestão ou a legitimidade do pleito. Apenas são números pouco representativos. Fato.

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