PM prende acusado de furtar a própria avó e um suspeito de receptação

Um idosa de 71 anos teve uma ingrata surpresa quando chegou ontem (24) por volta de 12h na sua residência no Jardim Ipê. A porta da cozinha estava arrombada e tinham sumido seus dois celulares.

A surpresa maior foi que ela descobriu que o seu próprio neto foi visto entrado na residência. Investigando ela ficou sabendo que o neto teria furtado os aparelhos e os vendido para um comerciante no bairro Santa Cecília.

De acordo com o boletim de ocorrência, hoje pela manhã a idosa foi no estabelecimento do comerciante e reencontrou um dos seus celulares.

A idosa procurou a Polícia Militar e uma guarnição composta pelo sargento Márcio, comandante da PM, o cabo Paulo Sérgio e os sodados Joaquim e Silva Oliveira, foram até o local e detiveram o comerciante. Em seguida os PMs prenderam o neto da idosa, também na Santa Cecilia. 

Na delegacia, o neto negou o furto. Ele disse que comprou o celular, que por incrível coincidência era da sua avó, de um desconhecido por R$ 40 e o revendeu para o comerciante por R$ 50.

Já o comerciante negou a compra do celular. Ele disse que o rapaz foi até o seu estabelecimento e pegou R$ 40 emprestado e deixou o celular como garantia.

Mas, diante das evidências, o delegado Milton Andreoli não acreditou nas alegações dos suspeitos e autuou o comerciante L.A.G., 50 anos, em flagrante por receptação e estipulou uma fiança de R$ 880 que foi paga e o acusado liberado.

R.P.G.V., 21 anos, acusado de furtar a própria avó, foi autuado pelo furto, mas, como o crime foi no dia anterior, já havia passado o período do flagrante e ele foi liberado.

Apesar de não ficarem presos, ambos responderão aos processos que poderá culminar com a condenação e eventuais penalidades impostas pela lei.

O outro celular da idosa não foi encontrado.

RECEPTAÇÃO É CRIME
Se tem ladrão furtando, é porque tem pessoas comprando. Mas é importante saber que quem compra objetos roubado ou furtados comete o crime de receptação (artigo 180 do Código Penal), cuja pena pode chegar até 8 anos de prisão e multa.

Incorre na mesma pena quem compra o objeto sem saber que é furtado, ou roubado, mesmo que de boa-fé, uma vez que deve averiguar a procedência dos objetos antes de adquiri-los.
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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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