Acidente com quatro veículos e capotamento e deixa quatro feridos na avenida Benedito Mariano

Quatro pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo quatro veículos no início da madrugada deste domingo (19), por volta de 0h15, no Jardim Nova Pilar II. Os feridos, dois deles em estado grave, foram socorridas por ambulâncias do SAMU e da Santa Casa ao Pronto Socorro.

Segundo o boletim de ocorrência, o motorista de um veículo Mercedes Benz C230, o projetista Guilherme Bruno Rodrigues Queiroz, 24 anos, estava embriagado e teria sido o causador do acidente.

Ele trafegava pela na avenida Padre Benedito Mariano, sentido centro-bairro, quando colidiu contra um Chevrolet Monza, que saia da rua Paulino de Almeida Gomes. Com a força do impacto, o Monza foi lançado contra dois outros veículos, uma VW Parati e um Honda Civic, que estavam estacionados em frente a uma lanchonete.

Na sequência, a Mercedes Benz C230, que estaria em alta velocidade, capotou diversas vezes, subiu no canteiro central, bateu e derrubou um poste de iluminação pública, bateu em uma árvore e só parou a cerca de 70 metros de distância do local da colisão inicial.

Um dos ocupantes da Mercedes foi lançado para fora do carro. Outra vítima foi retirada do carro por populares que temiam a explosão do veículo.

Nicole Bianca Vieira, 17, e Leonardo Dantas Coriolano, 18, sofreram graves lesões na cabeça, mas, a princípio, não corriam risco de morte e seriam transferidos para o Hospital Regional em Sorocaba. Elias de Oliveira Junior, 21, e Leticia Cavalcante da Silva, 19, foram atendidos na Santa Casa e o estado de saúde deles era considerado estável.

Os policiais militares que atenderam a ocorrência, soldados Luciano e Sara, perceberam sinais de embriaguez no condutor da Mercedes, que admitiu que havia ingerido bebida alcoólica e aceitou fazer o teste do bafômetro, que apontou a concentração de 0,86mg/l (86 miligramas de álcool por litro de ar alveolar), muito superior ao limite para comprovar a embriaguez, que é de 0,30mg/l. “Se não tivesse bebido talvez poderia ter evitado o acidente”, lamentou Guilherme.

Os envolvidos no acidente foram conduzidos a Delegacia onde o delegado de plantão, Oscar Garcia Machado Junior, registrou a ocorrência e determinou a prisão em flagrante de Guilherme Bruno Rodrigues Queiroz, por embriaguez ao volante, e estipulou uma fiança no valor de 5 salários mínimos, R$ 4.400, que foi quitada e Guilherme responderá o inquérito em liberdade. Além das multas, ele ainda teve a CNH recolhida. A Mercedes Benz C230, ano 2006, não tinha seguro.

O condutor do Monza, Luan Rodrigues de Lima, 18, também fez o teste do bafômetro, que deu negativo. Os veículos Mercedes Benz e o Chevrolet Monza foram recolhidos ao pátio do Guincho Máximo.

Os veículos Honda Civic e VW Parati foram liberados aos seu respectivos proprietários, Samuel Sales Domingues e Wellington Giovani Pereira.

Fotos: Márcio L. Queiroz / Blog do Sérgio Santos.

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. MTB 51.754/SP.
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4 comentários:

marcinho disse...

Sergio.me tira ai uma duvida.se a lei de transito e mesma pra todos porque a um tempo atras houve um acidente parecido com esse ai.foi constatado que o motorista tava embriagado e preso.foi estipulado uma fianca de um salario minimo e o individuo foi liberado.na ocasiao eu comentei que se a pessoa tiver com 900.00 reais no bolso poderia matar e pagar a fianca e sairia pela porta da frente.e ainda sobrava uns troco pra beber mais um pouco.no caso ai como a classe social do (motorista) deve ser melhor quem e que estipula essa fianca sera?e onde vai esse valor?porque eu creio que pra arrumar esse estrago que esse infeliz causou esse valor nao e suficiente.fora os prejuijos com as iluminacoes do canteiro.eu acho que essa fianca teria que ser multiplicada por 100.isso se nao houver vitimas fatais

Bruna disse...

Marcio..acho que se vc quiser saber sobre valores acho que vc deveria perguntar para a Polícia pois com certeza esse dinheiro vai para algum órgão responsável do governo... Pois cada caso é um caso...e vc pode ter a certeza de que ele não é nenhum Infeliz pois ele tem uma família que o ama...e vc pode ficar sossegado que ele vai arcar com todas as consequências..e danos causados..se é isso que vc quer saber tbm.
Mais peço a Deus que vc nunca passe por isso pois vc num sabe o tamanho da dor que é...e como Deus é maravilhoso não teve nenhuma vítima fatal...e as outras vítimas já estão sendo acompanhadas...Mais sabemos que somente Deus pode nos julgar...pois todos de um modo ou de outro somos falhos.

Léo disse...

Marcio, tomo a liberdade de responder a sua pergunta em relação a fiança. Primeiro, a fiança não é uma sanção aplicada ao acusado, se trata apenas de uma garantia patrimonial que o acusado dá ao Estado para responder o processo em liberdade. Assim sendo, como se trata de um procedimento processual ele não está previsto no Código Brasileiro de Trânsito, mas sim, no Código de Processo Penal. Claramente lhe afirmo que a lei é a mesma para todos, o que ocorre é que o CPP permite uma discricionariedade, ou seja, liberdade de escolha dentro dos limites impostos pela própria lei, para a autoridade competente lhe aplicar.

Pois bem, mas para entender exatamente porque houve uma diferença de valores nestes dois exemplos por você citados, encontramos o fundamento do ocorrido no art. 326 do CPP, que determina:

“Art. 326. Para determinar o valor da fiança, a autoridade terá em consideração a natureza da infração, as condições pessoais de fortuna e vida pregressa do acusado, as circunstâncias indicativas de sua periculosidade, bem como a importância provável das custas do processo, até final julgamento”.

Então, pode se considerar que o Delegado que arbitrou as fianças levou em consideração principalmente a gravidade dos acontecimentos e a situação econômica dos dois acusados. Uma vez que como disse, não é necessariamente uma sanção, tampouco uma multa imposta, mas sim, como já dito, uma garantia patrimonial. Essa garantia é, dentre outras, uma inibidora de fuga do acusado e consequentemente do seu afastamento do processo. É uma garantia que mesmo que esteja em liberdade ele vai responder ao processo como se deve e também não vai impedir o andamento deste.

Em suma, de maneira grosseira, se foi constatado, hipoteticamente, que o Guilherme tem uma condição financeira melhor que o outro acusado logo sua fiança deve ser maior. Isso ocorre por situações externas e corriqueiras de dia a dia, uma vez que para mim R$ 100,00 me fará falta, enquanto que para outros R$ 100,00 não fará falta alguma, ou como dirão alguns, é dinheiro de pinga.

Até ai, falamos de um preliminar da ação penal, após o termino desta, se o Guilherme for absolvido ele receberá, sem descontos, integralmente o valor da fiança (art. 327 CPP) e se for condenado a fiança servirá para o pagamento das custas, da indenização do dano, da prestação pecuniária e da multa (art. 326 CPP). Assim, em nenhum caso ela se reverterá em beneficio do Estado e em hipótese alguma ele se livra da ação penal por ter pago a fiança.

Antes de concluir, transmito uma opinião pessoal, ao me atrever em dizer que não é de nossa alçada julgar a pessoa, espero que através deste erro ele se torne mais consciente e não o pratique mais, para isso serve a sanção. Não conheço o Guilherme, mas lhe desejo toda sorte do mundo e acredito que o acontecimento certamente lhe possibilitará de, ELE MESMO em conjunto com SUA FAMILIA e AMIGOS, aprender com seus erros. Cabe a ele essa reflexão.

Por fim, cabe pontuar que a ação civil é independente da ação penal, então os que sofreram dano pelo acontecimento devem requerer judicialmente, ou se possível, extrajudicialmente a reparação dos respectivos danos.

Bruna disse...

Com certeza com o medo é susto que ele passou ele vai levar essa lição pra toda vida...pois ele não é essa pessoa que vcs imaginam...por isso que falamos... que Deus esteve e está presente em nossas vidas..e nada de mais grave aconteceu.. Ah e tbm já respondendo a sua questão sobre os danos e as pessoas envolvidas...já estão sendo vistos para que ninguém fique com nenhum prejuízo.

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