Justiça decreta prisão de suspeitos de matar o aposentado ‘Chico das Mudas’


'Seo Chico' / Foto: Reprodução do Facebook.
A pedido do delegado Milton Andreoli, a Justiça decretou a prisão temporária dos suspeitos de participação no roubo, morte e ocultação de cadáver do aposentado Henrique Lipka Neto, o ‘Chico das Mudas’, 66 anos, brutalmente assassinado na sexta-feira (15) na chácara que residia no bairro Reunidas.

O caso foi descoberto apenas no domingo, quando o carro do idoso foi encontrado abandonando, sem a bateria e alguns equipamentos, com sinais de um princípio de incêndio em seu interior, em uma estrada vicinal no bairro da Usina Batista (aqui).

A casa dele estava aberta e revirada, com documentos e objetos jogados no chão. Foram furtados um televisor Semp Toshiba, de LED de 32 polegadas, certa quantidade em dinheiro, e um veículo GM Celta, além de documentos pessoais e do carro e cartão de aposentadoria. Da casa principal foram furtados um cortador de grama à gasolina, um machado, um e um facão.

A após a localização do veículo, a polícia recebeu diversas denúncias anônimas informando que suspeitos foram vistos circulando com o GM Celta.

Na manhã de terça-feira, em uma residência no bairro Ribeirão, durante uma operação conjunta, os policiais militares Rossi, Silva Oliveira, Joaquim, Paulo Sérgio e Washington, e civis Edison, Reinaldo e Carol, detiveram (aqui) Luan Rodrigues de Lima, o ‘Mudinho’, 20 anos, e Edna Alves da Silva, 48, e localizaram uma espingarda de pressão, que teria sido furtada da chácara, uma bateria automotiva e tapetes, que seriam do carro do idoso, e uma réplica de arma de fogo.

Segundo a polícia, Luan Rodrigues, o ‘Mudinho’, que ouve, mas tem dificuldades para falar, por meio de gestos e balbuciando algumas palavras, relatou que em companhia de Anderson dos Santos Rosa, o ‘Vesgo’, 23, foram até a chácara e que seu comparsa matou o aposentado, à pauladas, por ciúmes de Edna, com quem teria um relacionamento amoroso, e que depois também resolveram roubar os objetos, o carro e o dinheiro encontrados na casa.

À noite, ‘Vesgo’ foi localizado e detido. Ele e Edna negam participação no assassinato. Alegam que estavam nos boxes de lanches do Jardim Nova Pilar e que ‘Mudinho’ chegou com o carro e os convidou para dar um passeio e ir para a praia da Ilha Comprida (SP), que não sabiam que o corpo estava escondido no porta-malas do veículo.

Ainda na terça-feira ‘Mudinho’ relatou onde haviam desovado o corpo de ‘Seo Chico das Mudas’ e levou os policiais até o local, uma ponte sobre o rio Assungui, em Juquiá, onde na sexta-feira o corpo foi encontrado.

Por meio de comprovantes de pedágios encontrado no GM Celta e informações fornecidas pelos radares inteligentes, a polícia descobriu que, entre a noite de sexta e manhã de sábado, o veículo passou por Tapiraí, desceu a SP-79, subiu a BR-116 (rodovia Régis Bittencourt) sentido capital, foi até a avenida Paulista em São Paulo, e voltou pela rodovia Raposo Tavares (SP-270), passando por Cotia, Vargem Grande e São Roque e Votorantim.

Os três suspeitos confirmaram para a polícia que antes de descerem a serra de Juquiá, circularam com o carro por Pilar do Sul e ainda foram em um salão de baile próximo o Pesqueiro do Tonhão, em Salto de Pirapora, onde permaneceram por aproximadamente uma hora, dançando e bebendo. Mas tanto ‘Vesgo’ como Edna alegam que não sabiam que o corpo de ‘Seo Chico’ estava no porta-malas do carro.

Em depoimento, Edna alegou que estava embriagada, que dormiu no caminho da serra de Juquiá e não percebeu quando o corpo foi lançado no rio. ‘Vesgo’ disse que viu quando ‘Mudinho’ parou, tirou algo do porta-malas, que não sabia o que era, e jogou no rio.

A prisão decretada pela Justiça é temporária e válida por 30 dias e, nesse período, a equipe do delegado Milton Andreoli pretende concluir as investigações e o inquérito e indiciar os acusados desse crime bárbaro.

Encontro do corpo e sepultamento

Na sexta-feira (22), após dois dias de buscas, o corpo do aposentado Henrique Lipka Neto foi encontrado (aqui) pelo Corpo de Bombeiros há cerca de seis quilômetros de distância da ponte sobre o rio Assungui, no município de Juquiá, de onde foi lançado pelos criminosos.

De acordo com a polícia, ‘Seo Chico’ estava com os braços amarrados para trás com arame que envolvia também o pescoço. Tinha hematomas na cabeça e um dos braços quebrado. Ainda não se sabe se a lesão foi causada pela queda da ponte, ou durante o homicídio.

Após a necropsia realizada no IML (Instituto Médico Legal) do município de Registro (SP) e do reconhecimento e identificação oficial, o corpo foi transladado para Pilar do Sul pela Funerária Paraíso e, por causa do adiantado estado de decomposição, sepultado as 23h30 no cemitério Jardim das Acácias (aqui).

Natural do estado do Paraná, 'Seo Chico' não tinha parentes em Pilar do Sul e morava sozinho.
Os suspeitos Luan (Mudinho), Anderson (Vesgo) e Edna / Foto: Divulgação / Polícia Civil.

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. Editor responsável pelo Blog do Sérgio Santos. Registro de Jornalista MTB 51.754 / SP.
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