Justiça marca julgamento de João Tigre, acusado de duplo feminicídio da ex-mulher e da nora



O juiz Ricardo Augusto Galvão de Souza marcou para 9 de agosto, a partir das 13h30 nas dependências da Câmara Municipal, o júri popular do caminhoneiro João Batista Gomes de Souza acusado de matar a ex-mulher, Claudelice Alves da Silva Souza, e a nora, Alessandra Gomes Vieira.

O réu, conhecido na cidade como João Tigre, foi denunciado pelo Ministério Público acusado de duplo feminicídio (crime praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino), com as qualificadoras (agravantes) de motivo fútil e de utilização de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Se condenado, pode ser sentenciado a cumprir uma pena que varia de 24 a 60 anos de reclusão.

Segundo a denúncia, no dia 4 de dezembro, último, inconformado com a separação, João Tigre invadiu a casa do filho no Jardim Campestre II, onde a ex-mulher estava residindo, e desferiu diversos golpes de faca contra as mulheres, que não resistiram aos ferimentos e morreram no local.

O assassino tentou se suicidar, cortando pulsos, tornozelos e tórax, mas foi preso ainda no local. Com ferimentos apenas superficiais, depois de ser medicado na Santa Casa, ele foi conduzido à Delegacia e autuado em flagrante pelo delegado Milton Andreoli.

João Tigre teve a prisão preventivamente decretada pela Justiça e está recolhido na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista, presídio conhecido por abrigar os chamados presos especiais, acusados de crimes violentos ou de grande repercussão nacional, como Alexandre Nardoni, o motoboy Francisco de Assis Pereira, o "Maníaco do Parque", o ex-médico Roger Abdelmassih, entre outros. 

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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. Editor responsável pelo Blog do Sérgio Santos. Registro de Jornalista MTB 51.754 / SP.
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