Empresa pilarense se destaca na produção de flores Lisianthus e Boca-de-leão


O grupo tem duas unidades de produção, emprega 60 funcionários e produz anualmente 165 mil maços e 150 mil tubetes de flores

Desde os primórdios de sua fundação, ou bem antes, ainda na época do tropeirismo, que Pilar do Sul tem na agricultura e na pecuária a base da sua economia.

Mas o produtor rural pilarense, além da criação de gado, focava em poucas culturas e, assim, ficavam dependentes do humor do mercado, das altas e baixas de preço e das intempéries da natureza, que tornava a atividade economicamente instável.

Ao longo dos anos o município passou por ciclos de monocultura, como o do milho e do feijão, entre os anos 60 e 70, da cebola, entre os anos 70 e 80, e do eucalipto, a partir dos anos 70.

Em meados do século 20, com a chegada dos japoneses, a produção agrícola foi incrementada com a hortifruticultura, principalmente frutas, sobre tudo uvas finas de mesa.

Mas há pelo menos duas décadas os agricultores, antes refém, principalmente, das monoculturas de uva e eucalipto, vêm diversificando a produção com o cultivo de outras variedades de frutas, como Caqui, Nêspera, Atemóia, Pêssego, Maçã, Lichia, Ameixa, Ponkan, Tangerina Dekopon, Pitaya, Nectarina, Maracujá, entre outras; verduras e hortaliças diversas; e grãos, como soja, milho, feijão e trigo.

Os pecuaristas também seguiram a tendência e diversificaram a atividade, com produção mecanizada de leite, produção de queijos e compotas, criação de gado de corte, e o incremento de outras raças no plantel, como búfalos.

Com a necessidade de profissionalizar a atividade, visando reduzir custos, aumentar a produtividade, a competitividade e a lucratividade, o antes ‘produtor rural’ agora é ‘empresário rural’ e administra a propriedade como empresa, agregando tecnologia e conhecimento.

Produção de flores

Uma mostra da diversificação da atividade agrícola em Pilar do Sul foi dada na quarta-feira, 23 de janeiro, com a realização do primeiro Dia de Campo Lisianthus, evento promovido pelas empresas Vivantus e Nativo Agrícola, genuinamente pilarenses.

É isso mesmo. Pilar do Sul também produz flores. E muitas flores.

O empreendimento é tocado pelos empresários rurais Ernesto Abuno, sua esposa Julia e o filho Vinícius, e o diretor comercial Thomas Furlan.

Ernesto, Vinícius e Thomas são agrônomos e responsáveis pela produção, administração e comercialização, enquanto que Júlia é a técnica responsável pelo melhoramento genético e desenvolvimento de novas variedades das flores Lisianthus e Boca-de-leão.

O grupo tem duas unidades de produção, a Nativo Agrícola, no bairro do Pinhal, onde fica o laboratório de desenvolvimento e produção de mudas, e a Vivantus, no bairro Caxangá, onde são cultivadas as flores em ambiente protegido, com 30.000m² de estufas.

A organização e a estrutura impressionam! O grupo emprega 60 colaboradores, nas duas unidades. A produção anual é de 70 mil maços de Lisianthus, 150 mil tubetes de Lisianthus e 95 mil maços de Boca-de-leão.

Toda a produção é vendida, por meio da Cooperflora - Cooperativa dos Floricultores em Holambra-SP, município na região de Campinas que concentra o maior entreposto atacadista de flores do país.

Dia de Campo

O ‘Dia de Campo’ contou com parceiros da cadeia produtiva de flores de corte no país e até uma delegação de empresários paraguaios que vieram conhecer a empresa e sua metodologia de produção, além de novas variedades comercias e pré-comerciais de Lisianthus, exclusivas da Vivantus. Também foram realizadas duas palestras técnicas sobre o mercado de Lisianthus.

Lisianthus

Sem espinhos, a Lisianthus se destaca no mercado florista pela durabilidade e pelos tons variados e raros, além de ser uma alternativa mais barata às rosas. Ela é muito utilizada para decorar ambientes, formar ramalhetes e compor buquês de noiva e está entre as principais flores de corte no varejo nacional.

Originária do sudoeste dos Estados Unidos e norte do México e muito comum no Japão, o Lisianthus pode ser produzido em qualquer época do ano, porém, a safra brasileira vai de outubro a março, sendo novembro um mês em que geralmente o comércio da planta fica saturado.

Boca-de-leão

A boca-de-leão é originária de Portugal e recebe este nome devido ao formato das flores. Possui ciclo anual, e atinge entre 40 e 70 cm de altura. Apresenta floração em cores diversas como amarelo, branco, rosa, roxo, dentre outras. As flores surgem entre o final do inverno e o início da primavera. Aprecia mais o frio.

FOTOS: SERGIO SANTOS / PILAR NEWS


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Sobre Sergio Santos

Jornalista, radialista e publicitário. Editor responsável pelo Blog do Sérgio Santos. Registro de Jornalista MTB 51.754 / SP.
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